Publicado 08/04/2025 11:31

A vice-presidente do Equador volta para casa temendo por sua própria segurança

Archivo - Arquivo - Verônica Abad, vice-presidente do Equador
VICEPRESIDENCIA DE ECUADOR - Arquivo

MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -

A vice-presidente eleita do Equador, Verónica Abad, suspensa pelo Tribunal de Disputas Eleitorais (TCE) em meio a um profundo confronto com o presidente equatoriano, Daniel Noboa, partiu para seu país, exibindo sua posição e reconhecendo temer por sua própria segurança.

"Volto como vice-presidente eleita pelo povo equatoriano com a cabeça erguida e o coração firme. Não sei se esta será a última vez que vocês ouvirão minha voz, porque não sei o que pode acontecer quando eu colocar os pés em meu próprio país", disse Abad em um vídeo publicado em suas redes sociais.

Apesar de tudo, a líder equatoriana disse que não temia o que poderia acontecer e enfatizou que estava retornando ao seu país "com o compromisso e a responsabilidade" não apenas com sua família, mas também "com todos e cada um dos equatorianos que sonham com um país livre, sem ódio" e onde "a voz de ninguém é silenciada".

"Onde os direitos das mulheres não sejam pisoteados por aqueles que desprezam a lei, a democracia ou a justiça. Eu sou Verônica Abad, vice-presidente do Equador. Estarei com vocês, defendendo firmemente os valores e princípios patrióticos que nos tornaram equatorianos", reiterou.

Abad viajou para a Suíça no sábado para se reunir com representantes das Nações Unidas para "levantar sua voz diante da violência política e humana" da qual ela se considera vítima de Noboa. Anteriormente, ela estava na Turquia, onde foi enviada pelo presidente para atuar como conselheira temporária na embaixada.

O confronto entre Abad e Noboa começou logo depois que este último assumiu a presidência do Equador e tomou a decisão de enviar seu "número dois" a Israel em uma missão especial de paz em meio ao conflito no Oriente Médio. A piora da situação o obrigou a transferir Abad, que se queixou de ser vítima de "assédio político", para a Turquia.

Abad foi condenada por violência política baseada em gênero em uma sentença que a retirou do cenário institucional. No entanto, a vice-presidente recorreu dos fatos até que, finalmente, em março, o TCE decidiu que a suspensão de dois anos dos direitos políticos implicava sua imediata desqualificação para ocupar cargos públicos.

Nesse contexto, Noboa nomeou Cynthia Gellibert como "vice-presidente encarregada" por decreto, considerando que a suspensão de Abad deixou uma "ausência temporária" no cargo. No entanto, esse decreto, no meio da campanha eleitoral, foi declarado inconstitucional pelo Tribunal Constitucional.

O Equador está realizando o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, no qual Noboa está tentando a reeleição contra Luisa González, a candidata do correísmo que está tentando devolver a esquerda ao governo equatoriano. As pesquisas apontam para um empate técnico entre os dois candidatos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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