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MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O vice-enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Morgan Ortagus, disse nesta terça-feira que o Hezbollah, partido miliciano libanês, é um "câncer" para o Líbano e enfatizou que ele deve ser "desarmado o mais rápido possível" para alcançar a estabilidade no país.
Ortagus, que acabou de visitar o país e se reuniu com representantes libaneses, explicou que o câncer "tem que ser tratado pela raiz". "Quando se tem câncer, não se trata apenas uma parte do corpo, mas todo o corpo", disse ele.
Ele disse que "os líderes do Líbano têm duas opções: deixar o país cair em um abismo ou recuperar o país". "Se eles tomarem a decisão mais difícil, terão o apoio dos Estados Unidos", disse ele durante uma entrevista ao canal de televisão al Arabiya.
Nesse sentido, ele destacou que isso poderia implicar a exclusão do Hezbollah de toda a vida política e a impossibilidade de fazer parte de um futuro governo no país, que está sob um cessar-fogo que, de acordo com Beirute, está sendo constantemente violado por Israel, que se recusa a se retirar completamente do sul do Líbano.
Sobre uma possível normalização das relações entre Israel e o Líbano, ele especificou que essa questão ainda não foi abordada durante suas reuniões com o presidente Joseph Aoun e o primeiro-ministro Nawaf Salam. "Para andar é preciso engatinhar primeiro, e ainda estamos no estágio de engatinhar", enfatizou.
O próprio Aoun ressaltou no sábado que os dois tiveram uma reunião "construtiva", na qual discutiram a grave crise econômica pela qual o país está passando, bem como a evolução das medidas adotadas pelo governo para combater a corrupção, entre outros assuntos.
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