AYUNTAMIENTO DE COLLADO VILLALBA - Arquivo
MADRID 8 mar. (EUROPA PRESS) -
A vereadora da Mulher da Câmara Municipal de Collado Villalba, Noelia R. Díaz Vaca (PP), interrompeu no último sábado a apresentação de uma peça teatral feminista, um monólogo satírico intitulado “Ser Mulher” e incluído na programação da Câmara Municipal para o dia 8 de março, por considerar que o conteúdo era “uma falta de respeito”. Neste domingo, ela pediu desculpas pelo ocorrido.
“Lamento o que ocorreu durante a peça teatral e peço desculpas pela forma como os fatos se desenrolaram. Minha reação não foi adequada e estou ciente de que, como representante pública, devo sempre agir com serenidade e respeito”, explicou a própria vereadora neste domingo em uma mensagem publicada em sua conta oficial na rede social “X”.
Tudo isso depois que, no sábado passado, ela interrompeu no meio da apresentação a peça “Ser Mulher” na Casa da Cultura da cidade, um monólogo satírico programado pela própria Câmara Municipal dentro dos atos comemorativos da semana do 8 de março. “Peço desculpas, mas esta peça e este teatro terminam aqui. Lamento muito todas as faltas de respeito que houve", diz a vereadora, de acordo com um vídeo divulgado pelo PSOE e Más Madrid de Collado nas redes sociais.
Em um comunicado, os socialistas da localidade denunciaram que se trata de um “ato de censura impróprio” para uma instituição pública e, “mais ainda”, para uma atividade cultural enquadrada em uma jornada dedicada precisamente à defesa dos direitos, da liberdade e da voz das mulheres. “Interromper um espetáculo em andamento por causa do seu conteúdo constitui uma clara violação da liberdade de expressão e uma tentativa inaceitável de silenciar uma proposta artística”, acrescentaram. Nesse sentido, o PSOE de Collado Villalba destacou o respeito que o trabalho dos artistas e criadores merece, “especialmente quando convida a pensar ou a confrontar ideias”. Na mesma linha, salientou a “falta de respeito” tanto pelo trabalho artístico como pelo público que representa “interromper uma atuação devido ao seu conteúdo ou porque não é politicamente correto ou do agrado de toda a plateia”.
“A arte, a cultura e o humor sempre foram ferramentas fundamentais para a reflexão social, para nos questionarmos e avançarmos; precisamente por isso, muitas vezes incomodam, questionam ou geram debate, e é aí que reside o seu valor”, alegaram os socialistas, que sublinharam que as instituições públicas “não são o espaço para impor critérios pessoais nem para decidir o que se pode dizer e o que não se pode dizer”. “Nosso município não é propriedade de ninguém”, destacaram. Na mesma linha, a porta-voz do Más Madrid na Assembleia, Manuela Bergerot, criticou e exigiu a renúncia imediata da vereadora. “'Liberdade' é uma palavra que não significa absolutamente nada na boca da direita madrilenha. Essa aprendiz de censora deveria renunciar hoje mesmo. A responsabilidade de representar Villalba é grande demais para ela”, apontou em uma mensagem em sua conta pessoal na rede social ‘X’. O Grupo Municipal do Más Madrid na localidade censurou o que considera “um ato de censura” que “viola direitos fundamentais” e pediu a demissão ou renúncia imediata da vereadora. O Más Madrid Collado Villalba continuará defendendo uma cultura livre, feminista e democrática, e não permanecerá em silêncio diante de nenhuma tentativa de censura ou retrocesso nos direitos”, afirmou seu porta-voz, Gonzalo Díaz. DESCULPAS DA VEREADORA
Após as críticas recebidas, a vereadora publicou uma mensagem de desculpas nas redes sociais, na qual salientou que sua intenção “em nenhum momento foi limitar direitos, mas defender valores” que considera “fundamentais”. “Ainda assim, reconheço que a maneira de fazê-lo não foi a correta e, por isso, reitero minhas desculpas”, acrescentou.
Nesse sentido, ela reafirmou que acredita “firmemente na liberdade de expressão, um princípio essencial na democracia” e que, ao mesmo tempo, também considera “que essa liberdade deve coexistir com o respeito à dignidade das pessoas, especialmente quando falamos das mulheres e de sua liberdade”.
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