O prefeito retira as competências delegadas ao vereador “a título cautelar, enquanto os fatos são esclarecidos e se obtêm informações oficiais” ALICANTE 16 mar. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Civil deteve o vereador de Serviços Jurídicos, Contratação e Patrimônio da Prefeitura de Altea (Alicante), Rafael Ramón Mompó, do partido Compromís, acusado de violência de gênero por supostamente ter causado ferimentos à sua companheira.
A prisão ocorreu neste domingo, por volta das 21h, devido a fatos que teriam ocorrido em uma residência em Xàbia, segundo informações obtidas pela Europa Press junto a fontes próximas ao caso, que indicaram que não há antecedentes de violência de gênero.
Por sua vez, o prefeito de Altea, Diego Zaragozí, do Compromís, decidiu retirar as competências delegadas a este vereador “a título cautelar, enquanto os fatos são esclarecidos e se obtêm informações oficiais” a respeito.
A equipe do governo afirmou, em comunicado enviado à imprensa na manhã desta segunda-feira, que "apenas" dispõe "das informações que vieram a público através da mídia, sem que haja ainda uma comunicação oficial completa sobre os fatos nem sobre possíveis ações judiciais ou policiais em andamento".
“Com absoluto respeito pelos princípios da presunção de inocência que protegem qualquer pessoa, a equipe do governo deseja expressar com total clareza sua condenação firme e categórica contra qualquer tipo de violência, especialmente aquela exercida no âmbito do relacionamento ou contra as mulheres”, afirmou.
Nesse sentido, o executivo local destacou que mantém “um compromisso inequívoco com a defesa da igualdade, da dignidade das pessoas e da erradicação de qualquer forma de violência”. “Ao longo da manhã, prevê-se que sejam divulgadas informações oficiais sobre os fatos e, em particular, sobre as possíveis acusações que possam decorrer da ação judicial ou policial. Assim que houver informações oficiais e completas, o prefeito e a equipe de governo tomarão as decisões cabíveis”, observou. E concluiu: “Enquanto isso, reiteramos nossa máxima prudência, o respeito ao processo judicial e a confiança no trabalho das autoridades competentes”.
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