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MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) -
O partido de oposição Vente Venezuela denunciou nesta segunda-feira a morte sob custódia de um de seus líderes no estado de Trujillo, no noroeste do país, depois de ter sido "sequestrado" no início de janeiro, um crime que a líder da oposição María Corina Machado atribuiu ao "regime" do presidente do país, Nicolás Maduro.
Em uma mensagem em sua conta na rede social X, Machado acusou as autoridades venezuelanas do sequestro e posterior "assassinato" de Reinaldo Araujo, líder do referido partido político no município de Valera, "por seu trabalho no dia 28 de julho", data em que foram realizadas as eleições presidenciais no país latino-americano.
"Reinaldo era um homem bom, um marido, filho e pai amoroso, um amigo incondicional, um cidadão exemplar. Seu amor pela Venezuela e por sua família sempre o manteve forte. Em 9 de janeiro, o regime de Maduro o sequestrou (...) O regime o assassinou", denunciou. "Não descansaremos nem por um momento até alcançarmos a liberdade e a justiça na Venezuela", acrescentou, depois de enviar suas condolências aos parentes e colegas do falecido.
Anteriormente, a Vente Venezuela havia anunciado que Araujo morreu na segunda-feira "sob custódia" na paróquia de Juan Ignacio Montilla, no município de Valera, depois de ter sido "sequestrado pelo regime" em 9 de janeiro. O grupo alertou sobre as condições "enfrentadas pelos presos políticos que hoje sofrem patologias e correm riscos consideráveis", depois que sua esposa denunciou seu estado de saúde e exigiu atendimento médico para ele.
Portanto, o grupo conclamou a comunidade internacional a agir "imediatamente contra os criminosos contra a humanidade que hoje se agarram ao poder e condenam centenas de venezuelanos à morte", ao mesmo tempo em que expressou sua solidariedade com as famílias e colegas que "sofrem diante dessas notícias terríveis".
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