Publicado 03/01/2026 13:55

Venezuela solicita formalmente convocação emergencial do Conselho de Segurança após ataque dos EUA

UNITED NATIONS, Dec. 24, 2025 -- Representantes votam em um projeto de resolução durante uma reunião do Conselho de Segurança na sede da ONU em Nova York, em 23 de dezembro de 2025. O Conselho de Segurança da ONU adotou, na terça-feira, uma resolução para
Europa Press/Contacto/Eskinder Debebe/UN Photo

MADRID 3 jan. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, informou que a missão venezuelana na ONU solicitou formalmente a convocação de uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU para tratar da "agressão criminosa" dos Estados Unidos.

"A República Bolivariana da Venezuela solicita (...) a convocação urgente de uma reunião de emergência para discutir os atos de agressão perpetrados pelos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela", disse o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Reinaldo Moncada Acosta, na carta oficial.

A carta também pede a condenação da "agressão", o fim dos ataques armados dos EUA contra a Venezuela e medidas para fazer com que Washington "responda pelos crimes de agressão cometidos".

O documento denuncia "uma série de ataques armados brutais" dos EUA contra instalações civis e militares em Caracas e em outras cidades de Miranda, Aragua e La Guaira. "Tropas especiais dos EUA estão realizando ataques em várias partes do território nacional com helicópteros e aviões", diz o documento.

Caracas enfatiza que esse é um "ato flagrante de agressão, premeditado, reconhecido e divulgado" pelo governo dos EUA que "viola flagrantemente as disposições do artigo 2, parágrafo 4 da Carta das Nações Unidas", que proíbe o uso da força contra qualquer Estado.

A Venezuela considera esse ataque "criminoso e injustificado", sem precedentes na história venezuelana, com exceção dos ataques do Reino Unido, da Alemanha e da Itália em 1902. O ataque dos EUA "mostra sua verdadeira face: é uma guerra colonial para destruir nossa forma republicana de governo, decidida livremente por nosso povo, e para impor um governo fantoche que permitirá a pilhagem de nossos recursos naturais, incluindo a maior reserva de petróleo do mundo".

Caracas adverte, portanto, que se reserva "o direito inerente à legítima autodefesa" para proteger sua população, soberania e integridade territorial.

Países como a Colômbia e a Rússia já haviam expressado seu apoio à convocação de uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU, cuja presidência rotativa neste mês é ocupada por Abukar Osman, da Somália, um dos dez países que atualmente compõem os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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