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MADRID 21 fev. (EUROPA PRESS) - O governo da Venezuela rejeitou neste domingo a prorrogação anunciada esta semana pelos Estados Unidos sobre seu status de “emergência nacional” contra os interesses norte-americanos e sua segurança.
A administração Trump prorrogou no dia 18 a ordem assinada em 8 de março de 2015 pelo então presidente Barack Obama em um contexto extremamente complexo, entre negociações com o atual governo venezuelano depois que Washington capturou em janeiro o presidente Nicolás Maduro após uma operação em Caracas e em meio a libertações de presos políticos e apreensões americanas de cargueiros de petróleo no Caribe. O país é governado atualmente pela presidente interina, Delcy Rodríguez. “Desde sua origem, este instrumento foi concebido sem base objetiva ou justificativa real, sob argumentos distantes da verdade e do Direito Internacional, classificando de forma insólita a Venezuela como uma ameaça incomum e extraordinária”, lamentou o Ministério das Relações Exteriores.
“Onze anos depois, a realidade confirma o que a República Bolivariana da Venezuela tem sustentado de forma consistente: nosso país não representa nenhuma ameaça para o povo nem para o governo dos Estados Unidos, nem para nenhuma nação do mundo”, acrescenta o comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
“A persistência dessa medida, nascida sob premissas políticas que não correspondem à realidade, apenas contribui para manter narrativas de confronto que não refletem os verdadeiros laços históricos, culturais e humanos que devem prevalecer entre o povo venezuelano e o americano”, reforça o Ministério, que pede aos EUA “que assumam um papel construtivo e de respeito na condução de suas relações internacionais”.
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