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MADRID, 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O Ministério de Hidrocarbonetos da Venezuela rejeitou nesta quarta-feira a proposta de privatização total do setor energético apresentada na véspera pela opositora María Corina Machado, declarações qualificadas como “infelizes” pelo ministério, que a repreendeu por oferecer a indústria venezuelana ao setor privado “como se fosse de sua propriedade”.
“O Ministério do Poder Popular de Hidrocarbonetos, em nome da indústria petrolífera, de gás e petroquímica venezuelana, repudia categoricamente as declarações infelizes emitidas por uma porta-voz do extremismo venezuelano a partir do exterior, nas quais ela expressa a intenção de privatizar a indústria de hidrocarbonetos de nossa Pátria”, reza o comunicado divulgado pelo Governo.
Além disso, o ministério criticou Machado, sem citá-la nominalmente, por “não se contentar em ter solicitado durante anos sanções, agressões e intervenção contra a Venezuela, de liderar o setor mais violento e extremista da política nacional, e de ter liderado ações mercenárias que deixaram centenas de famílias venezuelanas de luto, pretenda agora oferecer, como se fosse de sua propriedade e arrogando-se uma representação da qual carece, uma indústria que é patrimônio inalienável de todo o povo venezuelano".
“Revela assim seu espírito antinacional, pretendendo se impor acima da Constituição”, enfatizou Caracas, que destacou os hidrocarbonetos como “a atividade econômica mais importante da Venezuela”, atribuindo-lhes “74% das exportações venezuelanas na última década”.
Nesse sentido, o Ministério, que atribuiu a Machado uma “ação demagógica e ilegal”, destacou as “importantes alianças para o desenvolvimento de projetos de investimento” assinadas pela indústria petrolífera “com empresas de vários países que permitirão continuar avançando na recuperação de nossa produção, gerando benefícios para o povo venezuelano”.
O governo venezuelano se pronunciou assim em resposta às declarações de María Corina Machado, que, em sua participação na véspera em uma conferência realizada nos Estados Unidos, propôs um “plano energético” a empresários norte-americanos no qual “o Estado venezuelano se retirará do caminho e abrirá o caminho para proporcionar as condições necessárias para que o setor seja totalmente privado”, deixando ao Executivo um papel de “regulador, criando incentivos para o investimento de longo prazo e supervisionando para que a transparência seja mantida em todos os momentos”.
A troca de declarações ocorreu na mesma semana em que a encarregada de negócios da Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela, Laura Dogu, se reuniu com investidores norte-americanos, aos quais garantiu que “o setor privado” do país terá “um papel fundamental na construção de uma Venezuela estável e próspera”.
“Estamos aqui para apoiar o crescimento do investimento americano”, afirmou ela, conforme divulgado pela própria Embaixada em uma publicação nas redes sociais.
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