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MADRID 23 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou a prisão nesta quinta-feira de "50 mercenários" acusados de planejar "ataques violentos" em território venezuelano, depois de denunciar nesta semana a entrada de outro grupo deles procedentes da Colômbia, e a poucos dias de o país latino-americano realizar eleições legislativas e regionais neste domingo, 25 de maio.
"Eles tentaram trazer mercenários. Hoje já capturamos mais de 50 mercenários que entraram no país para colocar bombas ou realizar ataques violentos", disse ele durante a cerimônia de encerramento de sua campanha em Caracas.
Essas declarações foram feitas depois que o governo venezuelano decidiu, no início da semana, suspender os voos para a Colômbia, denunciando uma suposta entrada de "mercenários" desse país e anunciando a prisão de quase 40 pessoas, 17 delas estrangeiras, acusadas de terem participado de um plano de conspiração.
Durante o evento público, o presidente aproveitou a oportunidade para "agradecer" às forças de segurança por "garantir a paz" no período pré-eleitoral, embora tenha advertido que "todos nós temos que ficar atentos".
"Todos devem se mobilizar (...). Nada de triunfalismo. Uma coisa é estar feliz. Uma coisa é estar confiante na vitória. Uma coisa é se sentir forte e na maioria. E outra coisa é dar de ombros e esquecer que a vitória deve ser garantida até o último voto, o último segundo do domingo, 25 de maio", declarou.
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