Publicado 26/08/2025 18:48

Venezuela patrulhará seu litoral com drones e navios após o destacamento militar dos EUA na região

Caracas afirma que um submarino nuclear dos EUA chegará às suas costas no início da próxima semana.

Archivo - 17 de setembro de 2022: 17 de setembro de 2022. Um navio de grande calado pode ser visto nas proximidades do malecon, como é conhecido, é uma avenida à beira-mar, onde é possível ver barcos de grande calado saindo e entrando nas docas. O local é
Europa Press/Contacto/Juan Carlos Hernandez

MADRID, 26 ago. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, anunciou na terça-feira o envio de drones e navios para suas águas territoriais, depois que os Estados Unidos enviaram navios de guerra para o Caribe, alegando uma operação contra o tráfico de drogas na região.

"Também vamos ter uma implantação significativa de drones com diferentes missões, pontos de atenção ao cidadão, pontos de exploração e vigilância, com a infantaria marinha ao longo de todos os rios, especialmente em Catatumbo, (...) patrulhas navais (...) e navios maiores em nossas águas territoriais", explicou.

Padrino garantiu que, dessa forma, eles terão "uma implantação completa", apesar do fato de já haver uma presença militar na área. "Vamos fazer um reforço, temos certeza de que vamos dar muitos resultados", declarou em um vídeo publicado em seu perfil na rede social X, onde confirmou que o "destacamento operacional" de mais 15.000 soldados já começou.

Ele disse que o planejamento dessa medida foi "muito rápido", porque eles conhecem o território, as condições geográficas, bem como as características dos grupos terroristas armados, narcotraficantes, que operam na fronteira e que pretendem entrar no território venezuelano". "Além de combater, é claro, todas as máfias do narcotráfico", acrescentou.

Por sua vez, a Missão Permanente da Venezuela na ONU denunciou "a escalada de ações hostis e ameaças do governo dos EUA, que agora incluem o envio de navios de guerra adicionais para o Caribe, entre eles o 'USS Lake Erie', um cruzador de mísseis, e o 'USS Newport News', um submarino nuclear de ataque rápido, que está programado para chegar à costa venezuelana no início da próxima semana".

Ele "denunciou esse posicionamento nos termos mais fortes, pois constitui uma séria ameaça à paz e à segurança regionais". "A presença de um submarino nuclear ofensivo na região da América Latina e do Caribe contradiz o compromisso histórico de nossas nações e povos com o desarmamento e a solução pacífica de controvérsias, e representa um claro ato de intimidação", declarou.

No entanto, ele exigiu "a cessação imediata do destacamento militar dos Estados Unidos no Caribe, incluindo o submarino nuclear", pediu "garantias claras e verificáveis" de que "não serão implantadas ou ameaçadas com o uso de armas nucleares na região" e instou a Agência para a Proibição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe (OPANAL) "a convocar consultas urgentes para examinar essa série de ações e ameaças hostis".

Por fim, ele pediu a todos os Estados membros da ONU que "apoiem o respeito à natureza desnuclearizada" da região e defendam o fato de que ela é "uma zona de paz".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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