Publicado 24/07/2026 16:15

A Venezuela notifica formalmente sua retirada do Estatuto de Roma e inicia sua saída “definitiva” do TPI

Archivo - Arquivo - Félix Plasencia, ministro das Relações Exteriores da Venezuela
ALEXEY KUDENKO / SPUTNIK / CONTACTOPHOTO - Arquivo

MADRID 24 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo da Venezuela, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, notificou formalmente nesta sexta-feira o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sua decisão “firme e irrevogável” de abandonar o Estatuto de Roma e iniciar sua retirada “definitiva” do Tribunal Penal Internacional (TPI).

“A Venezuela considera que a atuação do tribunal reflete um viés geográfico comprovado, que concentrou seu trabalho de forma desproporcional em países africanos e latino-americanos, em detrimento do Sul Global”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Félix Plasencia González, em uma mensagem publicada nas redes sociais.

Nesse sentido, ele explicou que esse “padrão” por parte do tribunal revela “uma justiça internacional que, longe de ser aplicada com equidade, tem sido instrumentalizada para aprofundar as desigualdades entre os povos e desconsiderar seu direito à autodeterminação e à soberania”.

“Esse viés não é uma mera coincidência processual, mas o reflexo de uma instituição que colocou seus mecanismos a serviço de interesses alheios à justiça e aos povos que afirma proteger”, afirmou Plasencia sobre uma decisão tomada com base no artigo 127 do Estatuto de Roma.

Por isso, Caracas rejeitou essa “dimensão de lawfare, que perpetua a perseguição contra o povo venezuelano e agrava as desigualdades que a justiça internacional deveria corrigir”. “Reiteramos nosso compromisso com uma justiça genuinamente equitativa, que respeite a soberania e a autodeterminação dos povos”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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