Publicado 06/01/2026 12:49

Venezuela lembra aos EUA que Maduro tem imunidade como chefe de Estado

Archivo - Arquivo - CARACAS (VENEZUELA), 06/08/2018 - O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab (c), durante uma coletiva de imprensa, hoje, segunda-feira, 6 de agosto, em Caracas (Venezuela). O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab,
Europa Press/Contacto/Efe/Cristian Hern‡Ndez

Procurador-geral declara a captura de Maduro um "sequestro internacional" e oferece total apoio a Rodríguez como presidente

MADRID, 6 jan. (EUROPA PRESS) -

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, denunciou nesta terça-feira que os Estados Unidos violaram o direito internacional ao realizar o que descreveu como o "sequestro" do presidente do país, Nicolás Maduro, cuja figura goza de imunidade como chefe de Estado da Venezuela.

"A imunidade do presidente não é apenas uma prerrogativa pessoal ou individual, mas um princípio de hierarquia constitucional em escala universal, e uma regra fundamental do direito internacional", disse o procurador-geral venezuelano, que lamentou que a operação militar dos Estados Unidos deixe "literalmente às portas da agonia" o direito internacional e os direitos humanos.

Por esse motivo, Saab exige que os EUA libertem "imediatamente" Maduro e sua esposa "incondicionalmente", porque a captura deles é "totalmente nula e violadora do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da própria Constituição dos Estados Unidos da América".

Depois de fazer essa denúncia, Saab saudou a nomeação de Delcy Rodríguez como presidente encarregada do país, a quem ofereceu seu total apoio "no âmbito da cooperação entre autoridades públicas, um princípio constitucional fundamental para a paz democrática".

Por fim, Saab anunciou a criação de uma comissão especial composta por três promotores que se encarregarão de reunir todas as informações possíveis sobre as circunstâncias exatas em que "dezenas de pessoas inocentes, civis e militares, morreram em meio a esse crime de guerra, a essa agressão incomum contra a pátria venezuelana".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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