Publicado 09/07/2026 03:18

A Venezuela insta os membros da ONU a liberarem seus fundos retidos para reconstruir o país após os terremotos

Delcy Rodríguez anuncia o envio de uma carta ao rei da Inglaterra em prol da liberação do ouro retido, após ter conversado com o FMI com o mesmo objetivo

6 de julho de 2026, Caraballeda, Venezuela (República Bolivariana da: CARABALLEDA, LA GUAIRA, VENEZUELA – 7 DE JULHO DE 2026: Equipes de resgate e periciais continuam as operações de recuperação após os devastadores terremotos que atingiram a costa caribe
Europa Press/Contacto/Laura De Chiclana/Jna Press

MADRID, 9 jul. (EUROPA PRESS) -

As autoridades venezuelanas instaram os países membros das Nações Unidas a liberar os “fundos soberanos retidos” do Estado da Venezuela, algo que classificaram como “crucial” para que o país possa avançar no processo de reconstrução, após os fortes terremotos que abalaram o centro da costa venezuelana, deixando até o momento um saldo de mais de 3.800 mortos.

“Essa medida é crucial para que a Venezuela disponha dos recursos necessários para reconstruir tanto a infraestrutura física quanto a qualidade de vida de todos os cidadãos afetados”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, em uma mensagem nas redes sociais.

Conforme explicou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado, Gil transmitiu essa necessidade durante uma reunião “de alto nível” presidida pelo secretário-geral adjunto de Assuntos Humanitários da ONU e chefe do OCHA, Tom Fletcher, que chegou ao país na última terça-feira para uma visita de trabalho e coordenação conjunta diante dos recentes terremotos.

“Em nome do Governo Bolivariano, participamos da reunião ministerial dos Estados-Membros das Nações Unidas sobre a resposta humanitária aos terremotos na Venezuela”, precisou o ministro, de acordo com o comunicado ministerial resultante dessa reunião, que também contou com a presença do coordenador residente da ONU na Venezuela, Gianluca Rampolla, bem como de outras autoridades do órgão multilateral.

UMA CARTA A CARLOS III E UMA CONVERSÃO TELEFÔNICA COM O FMI

Nesta mesma quarta-feira, no âmbito de uma reunião com os responsáveis pelos acampamentos provisórios e pelas moradias afetadas pelo duplo terremoto, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, manifestou sua decisão de enviar uma carta ao rei da Inglaterra, Carlos III, para solicitar a liberação “do ouro que está retido no Banco da Inglaterra”.

“Esse ouro pertence ao nosso povo e deve ser utilizado para lidar com as consequências terríveis e trágicas desse duplo terremoto”, reivindicou a presidente interina, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado à imprensa.

Por outro lado, Rodríguez mencionou conversas com organismos financeiros internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), com o objetivo, também, de “liberar recursos bloqueados da Venezuela” para avançar nas tarefas de atendimento à emergência decorrente dos terremotos.

O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, informou em coletiva de imprensa nesta quarta-feira que são, especificamente, 3.811 as pessoas que perderam a vida em decorrência dos referidos terremotos — 126 a mais em relação ao balanço anterior— e 16.740 feridos após os terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter ocorridos no final do mês de junho passado, que também causaram danos significativos em 856 edifícios, dos quais 190 desabaram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado