MADRID 29 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo venezuelano lançou na sexta-feira a segunda fase de alistamento para a Milícia Bolivariana que o chavismo pretende formar com o objetivo de reforçar a segurança, em um dia que também foi marcado por repetidas mensagens contra uma hipotética "agressão militar" dos Estados Unidos.
"Aqueles que estão pensando no norte de uma agressão militar contra a Venezuela, saibam que será muito ruim para eles", advertiu a vice-presidente Delcy Rodríguez, em uma declaração à mídia na qual ela novamente enfatizou as mensagens contra a administração de Donald Trump.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, pediu "unidade nacional" neste Grande Dia do Alistamento, com o objetivo de "abrir caminho para a agressão militar que o imperialismo norte-americano está propondo contra a Venezuela".
Padrino fez um apelo ao "profundo sentimento patriótico" dos venezuelanos para que realizem "um ato profundamente voluntário". "Não se trata de um recrutamento forçado", disse o ministro da Defesa em Caracas.
O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, anunciou na semana passada um plano para mobilizar 4,5 milhões de milicianos, embora na primeira fase do alistamento ele tenha se limitado a garantir que a população havia apoiado "maciçamente" a convocação, sem fornecer números concretos para o alistamento.
O governo venezuelano, que anunciou o envio de 15.000 soldados para a fronteira com a Colômbia, apelou nos últimos dias para a defesa da soberania a fim de combater o envio de vários navios militares dos EUA para as águas da região.
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