MADRID 28 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo do Panamá informou nesta sexta-feira que a Venezuela aprovou a extradição do suposto responsável pelo “ataque terrorista” que, em 1994, tirou a vida de 21 pessoas em um voo da companhia aérea Alas Chiricanas.
“O suposto responsável pelo atentado terrorista (...) poderá ser enviado para responder perante a Justiça na República do Panamá, após a República Bolivariana da Venezuela ter aprovado nesta sexta-feira o pedido de extradição”, comunicou o Ministério das Relações Exteriores do país centro-americano por meio de um comunicado.
O detido é Ali Zaki Hage Jalil, de nacionalidade colombiana por nascimento e venezuelana por naturalização, capturado em novembro passado na Venezuela após o Panamá ter emitido um alerta vermelho para sua detenção.
Embora sua condição de cidadão venezuelano introduzisse “complexidades jurídicas”, uma vez que a legislação venezuelana limita a extradição de seus cidadãos, o pedido para que Hage Jalil fosse entregue às autoridades panamenhas foi deferido com sucesso, informou o Ministério das Relações Exteriores.
O Panamá apresentou formalmente o pedido de extradição à Venezuela em janeiro de 2026. Agora, a Justiça venezuelana deu sinal verde para que o detido seja transferido para o Panamá, “o que representa um avanço significativo no processo e abre a fase de coordenação para sua entrega e eventual julgamento”, assinalaram as autoridades deste país.
O comunicado especifica que as autoridades americanas “também demonstraram interesse no caso”, uma vez que algumas das vítimas eram cidadãos americanos. Além disso, há indícios da ligação do detido “a uma organização terrorista internacional”, acrescentou o Executivo panamenho.
A aeronave da companhia Alas Chiricanas explodiu em 19 de julho de 1994, minutos após a decolagem no aeroporto Enrique Jiménez, no norte da capital do país. O então líder panamenho Ernest Pérez Balladares explicou que fontes próximas à investigação afirmaram que tudo indicava que a explosão registrada durante o voo havia sido causada por uma bomba.
Em 2017, Israel apresentou novos relatórios sobre o acidente, no qual morreram 21 pessoas, a maioria delas judias. Segundo os serviços de inteligência israelenses, entre as vítimas fatais encontram-se vários empresários panamenhos de origem judaica, e o acidente teria sido um ato de sabotagem motivado pelo ódio.
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