Europa Press/Contacto/E]Boris Vergara - Arquivo
MADRID 11 nov. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, disse na terça-feira que o país latino-americano enviou 200 mil soldados para enfrentar a "ameaça" representada pelos Estados Unidos na região, enquanto Washington acaba de enviar um novo porta-aviões em meio às tensões.
"O trabalho de coesão, a preparação do povo, bem como o aumento da prontidão operacional das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) continua em defesa de nossa soberania e integridade territorial. Esse trabalho permanece ativo todos os dias", disse ele em declarações relatadas pelo site Ultimas Noticias.
Padrino indicou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro ordenou o aumento da preparação das agências uniformizadas e de segurança: "Todos os dias estamos otimizando, realizamos manobras de campanha, (...) exercícios para o Estado-Maior, defesa costeira, desconcentração de recursos, gestão de desastres".
Ele também destacou que essa mobilização começou na terça-feira, mas continuará até quarta-feira, com "200.000 soldados para esse exercício", que inclui comando, controle e comunicações, tudo no âmbito da "ameaça militar que está localizada no Caribe, que não só ameaça a Venezuela, mas toda a região da América Latina".
No início de setembro, os Estados Unidos iniciaram seus ataques contra essas supostas embarcações de tráfico de drogas que transitam pelo Mar do Caribe e pelo Oceano Pacífico e, desde então, afundaram cerca de 20 delas e mataram 75 pessoas.
As Nações Unidas, bem como os governos da Venezuela e da Colômbia, denunciaram essas práticas como execuções extrajudiciais e apontaram que as vítimas são principalmente pescadores. Em Caracas, há temores de uma possível intervenção militar dos EUA, um extremo que Bogotá também alertou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático