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MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo venezuelano denunciou nesta segunda-feira que as autoridades norte-americanas separaram uma menina de dois anos de sua mãe quando ela embarcou em um voo de repatriação para o território venezuelano, o que fez com que a criança ficasse detida em solo norte-americano.
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, acusou os Estados Unidos de violar "as normas internacionais e, especialmente, a Declaração Universal dos Direitos da Criança e a Carta das Nações Unidas" ao levar uma criança para longe de sua família.
Em uma declaração publicada em sua conta no Telegram, ele exigiu que a criança fosse devolvida ao país latino-americano "imediatamente" e garantiu que usaria todos os mecanismos possíveis para respeitar "a integridade sagrada" das famílias.
Por sua vez, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou que as mobilizações organizadas no país para o dia 1º de maio se concentrarão em exigir a liberdade da menor "sequestrada".
"A grande marcha do dia 1º de maio será uma grande marcha pela liberdade da menina sequestrada e pela liberdade de todos os sequestrados em El Salvador", disse Maduro no canal de televisão estatal VTV.
O pai da menina também foi expulso dos Estados Unidos e enviado a uma das prisões de El Salvador, de acordo com as autoridades venezuelanas, que estimam em mais de 250 o número de cidadãos venezuelanos detidos em prisões salvadorenhas.
Nesse sentido, o comunicado chama o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, de "sátrapa" e compara sua política de encarceramento aos campos de extermínio da Alemanha nazista.
"Nessa prática desprezível, e diante do olhar indignado de mulheres e homens de bem de todo o mundo, seres humanos são submetidos a tratamentos indignos e cruéis, famílias são separadas e cidadãos venezuelanos são enviados a campos de concentração em terceiros países de governos cúmplices e lacaios", diz a nota do governo venezuelano.
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