Publicado 02/10/2025 16:30

A Venezuela denuncia o envio de caças americanos para perto de seu território: "É uma provocação".

Archivo - HANDOUT - 11 de fevereiro de 2022, Venezuela, Caracas: O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, fala em uma coletiva de imprensa sobre o combate ao tráfico de drogas no país. Foto: ---/Prensa Miraflores/dpa - ACHTUNG: Nur zur redakti
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Trump declara que os EUA estão em "conflito armado" com os cartéis

MADRID, 2 out. (EUROPA PRESS) -

As autoridades venezuelanas denunciaram nesta quinta-feira o envio de aviões de combate das Forças Armadas dos Estados Unidos para perto de seu território, no âmbito das operações militares norte-americanas realizadas nas últimas semanas no Caribe, onde inclusive atacaram supostos narcotraficantes.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, garantiu que o sistema de defesa aérea detectou cinco aviões norte-americanos, supostamente do tipo F-35, na região de Maiquetía, no norte do país.

"A presença desses (...) aviões voando nas proximidades de nossa área de influência, em nosso Mar do Caribe, perto da costa venezuelana, é grosseira, é uma provocação", declarou ele durante uma avaliação das operações da Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb).

O chefe da pasta ministerial observou que "nunca antes" eles haviam visto "essa mobilização de aviões", alguns deles estacionados em Porto Rico. "Quero que vocês saibam que isso não nos intimida, não intimida o povo da Venezuela", disse ele.

Nesse contexto, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que os EUA estão agora em guerra com os cartéis de drogas considerados pela Casa Branca como grupos terroristas, fornecendo assim uma justificativa legal para os ataques realizados em setembro contra navios no Caribe.

Assim, Trump determinou que os Estados Unidos "estão em um conflito armado não internacional com essas organizações terroristas designadas", de acordo com um documento confidencial que seu governo enviou ao Congresso nesta semana e ao qual vários meios de comunicação dos EUA tiveram acesso.

"O presidente instruiu o Departamento de Guerra (Defesa) a conduzir operações contra eles de acordo com a Lei de Conflitos Armados. Os Estados Unidos chegaram a um ponto crítico em que precisamos usar a força em defesa de nós mesmos e de outros contra os ataques contínuos dessas organizações terroristas designadas", acrescenta a assessoria.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assinou na segunda-feira um decreto declarando estado de comoção externa, uma situação de emergência com excepcionalidades, para entrar em vigor em caso de agressão externa, uma possibilidade que Caracas teme após as recentes declarações públicas de Trump e de outros membros seniores de seu governo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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