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MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) - As autoridades da Venezuela e de Cuba condenaram neste sábado a ofensiva surpresa lançada pelos Estados Unidos e Israel contra diferentes alvos no Irã, insistindo que o ataque ocorreu em meio às negociações indiretas entre Washington e Teerã para um acordo nuclear.
“A República Bolivariana da Venezuela condena e lamenta profundamente que, num contexto em que se desenvolviam esforços diplomáticos e negociações em curso, se tenha optado pela via militar através de ataques contra a República Islâmica do Irã”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores venezuelano, que atribui a este ataque a “escalada perigosa e imprevisível dos acontecimentos”, depois que Teerã respondeu com ataques contra bases militares americanas na região do Golfo. De fato, Caracas classifica como "indevidas e condenáveis" as represálias militares do Irã contra alvos localizados em diferentes países da região.
“Esta situação, resultado do desconhecimento dos princípios da diplomacia, da solução pacífica de controvérsias e da Carta das Nações Unidas, coloca a região e o mundo diante de um cenário de instabilidade de enorme gravidade”, lamentou.
Por sua vez, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, insistiu que a ofensiva “viola a soberania e a integridade territorial do Irã”, além de constituir uma “flagrante violação” do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas.
O mandatário cubano ressalta que os bombardeios massivos “arruínam pela segunda vez os esforços da diplomacia em relação à questão nuclear” e colocam em risco a segurança tanto a nível regional como internacional. “Os efeitos já registrados nessa região conturbada comprovam isso”, indicou, em referência aos ataques contra diferentes países do Golfo que o Irã lançou em resposta à agressão conjunta dos Estados Unidos e de Israel.
Díaz-Canel deixou claro que a comunidade internacional “deve agir imediatamente” para deter essa agressão e uma escalada, após alertar que ela tem “consequências imprevisíveis”.
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