Europa Press/Contacto/Alexander Shcherbak
MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo venezuelano expressou seu repúdio "categórico" à decisão anunciada na quarta-feira pela Comissão Europeia de incluir a Venezuela, junto com outros nove Estados, em sua lista de países com "alto risco" de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, classificação que qualificou de "ridícula", assegurando que existem "bancos que lavam dinheiro e paraísos fiscais" na União Europeia (UE).
"A Venezuela rejeita categoricamente sua inclusão na ridícula lista de países de "alto risco" publicada pela União Europeia", disse o Ministério das Relações Exteriores venezuelano em um comunicado, no qual garantiu que o "risco real é a incapacidade da UE de proteger seus interesses, sua economia e até mesmo sua dignidade".
A pasta diplomática venezuelana acusou Bruxelas, que atribuiu a uma "burocracia anacrônica desconectada de seu povo", de querer "tutelar" Caracas com essa medida, que, embora não implique sanções contra os mencionados, obriga os bancos europeus a reforçar os controles sobre as operações que envolvem clientes ou entidades dos países da lista.
A esse respeito, o Ministério das Relações Exteriores do país latino-americano criticou o fato de a UE-27 ter tomado essa decisão enquanto "eles têm bancos lavando dinheiro em suas próprias capitais, funcionários que fazem vista grossa e paraísos fiscais que operam com total impunidade dentro de suas fronteiras ou sob sua proteção", e elogiou as instituições venezuelanas "que respondem ao seu povo, não a interesses financeiros ou lobbies de plantão".
"Enfrentamos bloqueios, sanções, tentativas de isolamento, e aqui estamos: mais sólidos, mais firmes e sem dois pesos e duas medidas. O que incomoda a decrépita elite europeia não é o risco, mas a verdade: que há países do Sul que já não abaixam a cabeça, que já não aceitam a tutela e que não estão dispostos a entrar nas listas dos obedientes", afirmou.
Além da Venezuela, a Comissão Europeia incluiu Argélia, Angola, Costa do Marfim, Quênia, Laos, Líbano, Mônaco, Namíbia, Nepal e Namíbia em sua lista negra pelo risco de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, enquanto removeu Gibraltar, Panamá, Barbados, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Jamaica, Senegal e Uganda.
Bruxelas revisa regularmente a lista e as alterações que propõe entrarão automaticamente em vigor após um mês, se o Parlamento Europeu ou o Conselho não se pronunciarem contra elas durante esse período.
Ela leva em conta as informações fornecidas pelo Grupo de Ação Financeira sobre Lavagem de Dinheiro (GAFI) sobre os países que devem aplicar "vigilância reforçada", mas a UE acrescenta outros países com base em seus próprios critérios.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático