Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon
MADRID 6 fev. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, criticou neste quinta-feira seu homólogo peruano, Hugo de Zela, por se ter reunido em Washington com a líder da oposição María Corina Machado, censurando-o por “dar opiniões sobre democracia” em Caracas enquanto faz parte de um governo “manchado pela ilegitimidade”.
“O chanceler de um governo produto de um golpe de Estado contra o presidente Pedro Castillo, e de um processo posterior manchado pela ilegitimidade, opina sobre democracia e ordem constitucional na Venezuela, país que pode lhe dar lições de dignidade e ordem constitucional”, afirmou nas redes sociais, evocando os acontecimentos de dezembro de 2022, quando Castillo tentou, sem sucesso, dissolver o Congresso, convocar eleições e criar um governo de exceção, fatos pelos quais está preso desde então.
“Espero que o povo peruano recupere, mais cedo ou mais tarde, sua verdadeira essência de povo bolivariano, hoje sequestrado por aqueles que roubaram a democracia e a mantêm sem o apoio popular, escondendo-se atrás de discursos carregados de cinismo”, acrescentou, em resposta ao encontro entre De Zela e Machado.
Em sua reunião na capital americana, o chefe da diplomacia peruana reafirmou à opositora venezuelana o “firme compromisso” de Lima com a “rápida e plena recuperação da democracia na Venezuela”, bem como com “o retorno à ordem constitucional e a defesa e promoção dos direitos humanos nessa nação irmã”.
Machado também abordou a situação no país latino-americano em um encontro com o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno, que ocorreu no mesmo dia e no qual ela aproveitou para transmitir seu agradecimento ao presidente desse país, Javier Milei, por seu “apoio à causa democrática venezuelana”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático