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MADRID, 16 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo venezuelano condenou neste domingo o uso pelos Estados Unidos da "anacrnica e ilegal" Lei de Estrangeiros Inimigos de 1798 para expulsar do país migrantes acusados de terrorismo, como os 238 membros da organizao criminosa venezuelana do Trem de Aragua enviados ontem noite ao CECOT, a 'superpriso' de segurana máxima em El Salvador.
A presidncia venezuelana denuncia o uso dessa lei porque ela "criminaliza infame e injustamente a migrao venezuelana", em um ato que "evoca os episódios mais sombrios da história da humanidade, desde a escravido até o horror dos campos de concentrao nazistas".
A lei foi concebida para ser invocada se os EUA estiverem em guerra com outro país ou se uma nao estrangeira tiver invadido os EUA ou ameaar faz-lo, e dá poderes ao governo para deportar imediatamente os detidos. Durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, ela foi usada para justificar a deteno e a expulso de imigrantes alemes, austro-húngaros, italianos e japoneses.
O governo venezuelano adverte sobre o impacto que a lei terá sobre "o migrante venezuelano" forado a cruzar as fronteiras devido ao "bloqueio criminoso imposto pelos governos ocidentais" economia venezuelana.
"A grande maioria dos migrantes so homens e mulheres trabalhadores, dignos e honestos, no so terroristas, no so criminosos, no so 'inimigos estrangeiros': so vítimas", lamenta a presidncia venezuelana.
O governo venezuelano aponta opositores como María Corina Machado, Julio Borges, Carlos Paparoni e Leopoldo López, um "núcleo criminoso", como responsáveis por sugerir s autoridades norte-americanas a aplicao de "medidas coercitivas unilaterais contra todo o povo venezuelano".
O governo venezuelano acusa os citados de organizar "uma rede criminosa de coiotes" especializada em migrao ilegal para os Estados Unidos e garante que "uma investigao imparcial trará tona essas evidncias".
"Esses apátridas saúdam essa proclamao que no apenas estigmatiza, mas também invoca a figura do "inimigo estrangeiro" para qualificar uma migrao pacífica e trabalhadora", lamenta o governo venezuelano, que enquadra essa nova "agresso" como um novo exemplo dessas medidas unilaterais contra a Venezuela, "promovidas a partir de Washington com o apoio de setores extremistas do fascismo venezuelano".
Por todas essas razes, a Venezuela faz um apelo urgente e imediato comunidade internacional, especialmente Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), "para que se mobilize em defesa dos direitos de nossos povos e denuncie essa ao aberrante perante o mundo".
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