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MADRID, 5 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo da Venezuela anunciou nesta terça-feira um plano de autonomia energética, depois que a administração de Donald Trump decidiu suspender a licença que permitia à petroleira norte-americana Chevron operar no país latino-americano, que deve encerrar suas atividades antes do próximo dia 3 de abril.
"O presidente Nicolás Maduro ordenou a ativação do Plano de Independência Produtiva Absoluta, para que nossa indústria de hidrocarbonetos e a economia do país possam continuar sua recuperação estável e diversificada", diz um comunicado divulgado pela vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, sem fornecer mais detalhes.
Na nota, publicada no Telegram, as autoridades venezuelanas acusaram a Casa Branca de ter "sucumbido à pressão" da oposição e do "lobby extremista venezuelano" ao tomar essa medida.
"O novo governo dos EUA, fingindo prejudicar o povo venezuelano, está se autoinfligindo danos ao causar aumentos nos preços dos combustíveis e afetar a segurança jurídica dos investimentos de suas empresas no exterior, colocando em questão a suposta e enganosa liberdade econômica", acrescenta o texto.
Essas declarações foram feitas depois que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou que a empresa petrolífera terá apenas um mês, a partir desta terça-feira, para encerrar suas atividades no país latino-americano.
No final do mês passado, o presidente dos Estados Unidos anunciou a suspensão, a partir de 1º de março, das concessões que seu antecessor no cargo, Joe Biden, concedeu ao petróleo da Venezuela.
Trump defendeu a medida com o argumento de que o regime de Nicolás Maduro não cumpriu as condições eleitorais, além de não ter ajudado a deportar de volta para a Venezuela "os criminosos violentos" nos EUA.
Biden concedeu à empresa petrolífera americana Chevron uma licença em novembro de 2022 para retomar a produção de petróleo na Venezuela, em uma medida que suspendeu as sanções decretadas pelos EUA em 2019 que interromperam a perfuração.
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