Publicado 19/05/2026 21:34

A Venezuela anuncia que libertará 300 presos esta semana por serem menores de idade, terem mais de 70 anos ou estarem doentes

Archivo - Arquivo - CARACAS, 14 de janeiro de 2026  -- O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, participa de uma coletiva de imprensa em Caracas, Venezuela, em 14 de janeiro de 2026.
Europa Press/Contacto/Ding Hongfa - Arquivo

MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou nesta terça-feira que até 300 pessoas serão libertadas esta semana após receberem “benefícios” processuais por motivos como “serem menores de idade, terem mais de 70 anos ou sofrerem de alguma doença”.

“Entre ontem (segunda-feira) e esta sexta-feira, 300 pessoas serão libertadas. Algumas envolvidas em fatos, em crimes comprovados”, anunciou o irmão da presidente interina, Delcy Rodríguez, em declarações divulgadas pela emissora venezuelana Globovisión.

No entanto, a liberdade lhes foi concedida ou será concedida “por serem menores de idade, maiores de 70 anos ou portadores de alguma patologia”, ressaltou ele, indicando que se trata de uma medida tomada “além da lei de anistia, com um processo de concessão de benefícios a essas pessoas”.

A decisão inclui, segundo explicou Rodríguez, “os policiais metropolitanos de abril de 2002”, em alusão aos agentes da antiga Polícia Metropolitana presos na sequência dos confrontos mortais de Puente Llaguno, em Caracas, ocorridos durante a tentativa de golpe de Estado contra Hugo Chávez realizada na época.

Também abrange Merys Perfecta Torres, mãe do capitão Antonio Sequea, um dos líderes da conspiração golpista Operação Gedeón, que pretendia derrubar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 2020. Torres está detida desde setembro de 2025, quando se dirigia para visitar seu filho, e sua prisão foi denunciada pela ONG Foro Penal. Agora, Jorge Rodríguez afirmou que “ela estava envolvida no caso das bombas da Plaza Venezuela”, um suposto plano para realizar um atentado com explosivos na praça central de Caracas. “Mas ela tem mais de 70 anos”, esclareceu Rodríguez, justificando assim sua libertação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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