Publicado 15/02/2026 23:30

Venezuela anuncia o fechamento de sete entidades ligadas à Presidência

CARACAS, 29 de janeiro de 2026 — A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez (à frente), participa de uma cerimônia militar realizada em Caracas, Venezuela, em 28 de janeiro de 2026. As forças armadas da Venezuela prometeram lealdade e reconhecera
Europa Press/Contacto/Venezuelan Presidency

A oposição Primero Justicia exige transparência no que descreve como “o desmantelamento do chavismo pelas mãos do chavismo” MADRID 16 fev. (EUROPA PRESS) -

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, extinguiu neste domingo sete entidades ligadas ao Ministério da Presidência, uma pasta que será objeto de uma “reorganização”, no âmbito das reformas empreendidas por Caracas desde a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

“Este decreto tem por objetivo a reorganização do funcionamento do Ministério do Poder Popular para o Gabinete da Presidência e Acompanhamento da Gestão do Governo e suas entidades vinculadas”, diz o documento assinado por Rodríguez e divulgado pelo Diário Oficial venezuelano.

Nele, o Executivo venezuelano afirma que “deve adaptar sua estrutura organizacional às novas diretrizes e políticas de ordem social, para o que se impõe a necessidade de realizar mudanças pertinentes que procurem satisfazer os interesses coletivos” venezuelanos. O boletim afeta sete entidades: a Fundação Missão Socialista Nova Fronteira da Paz, a Fundação Missão Jovens da Pátria “Robert Serra”, a Fundação Oficina Presidencial de Planes y Proyectos Especiales (OPPPE), a Fundação Propatria 2000, a Fundação Movimiento Bolivariano Revolucionario de la Reserva Activa General en Jefe Félix Antonio Velásquez, o Centro Estratégico de Seguridad y Protección de la Patria (CESPPA) e a Fundação José Félix Ribas (FUNDARIBAS).

As funções das instituições citadas — criadas entre os anos 2000 e 2016 — serão reatribuídas a outras missões da pasta, a empresas estatais ou ao Ministério das Relações Exteriores, conforme indica o documento, que especifica que o prazo para concluir “o processo de supressão e liquidação terá a duração de 90 dias”.

O processo será dirigido por um conselho composto por um presidente e seis membros designados pelo ministro da Presidência, o capitão Juan Escalona, que assumirão conjuntamente a “direção, administração e representação legal” das entidades em questão.

Diante do anúncio, o partido opositor Primero Justicia exigiu que “o desmantelamento do chavismo nas mãos do chavismo” seja “um processo real” e pediu que, para esse fim, “seja divulgada cada etapa do processo de liquidação”. “Nós, venezuelanos, temos o direito de acessar as informações emitidas pelos órgãos públicos”, argumentou a formação nas redes sociais. “Este é um passo que nos aproxima da consolidação da transição”, destacou o Primero Justicia, que reivindicou, como ponto “fundamental” para o processo democrático, “a reinstitucionalização”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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