Publicado 13/01/2026 20:55

Venezuela afirma ter libertado mais de 400 pessoas e questiona os números do Foro Penal

Archivo - Arquivo - O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez
ASAMBLEA NACIONAL DE VENEZUELA - Arquivo

MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, afirmou nesta terça-feira que as autoridades do país latino-americano já libertaram mais de 400 pessoas desde dezembro de 2024, rejeitando as denúncias da oposição e de ONGs, que reduzem para 56 o número de libertados desde o último dia 8 de janeiro.

“Até o momento, mais de 400 pessoas foram libertadas, sendo as primeiras 160 em 23 de dezembro de 2024”, afirmou durante uma sessão da Câmara, na qual negou que os libertados fossem “presos políticos”, mas falou de “políticos que cometeram infrações contra a lei, contra a Constituição; pessoas que pediram invasão; pessoas que pediram agressões militares contra a Venezuela, que promoveram a violência, a desunião, a divisão". Nesse sentido, o presidente do Parlamento venezuelano defendeu que "justamente para promover a coexistência pacífica e a união nacional (...) o Executivo iniciou um processo massivo de libertação", antes de garantir que a libertação dos detidos "vai continuar ocorrendo".

Rodríguez também se referiu à ONG Foro Penal, que até o momento confirmou 56 pessoas libertadas das 116 anunciadas há dias pelo governo de Delcy Rodríguez, questionando uma entidade que classificou como “desacreditada” e que acusou de “usar a situação das pessoas privadas de liberdade” em seu favor.

Nesse sentido, sugeriu que as pessoas libertadas registradas pela ONG “serão aquelas que pagaram ao Foro Penal”. “Porque o Foro Penal cobra das pessoas para tratar do assunto das libertações. Cobra dinheiro de forma astuta, de forma mesquinha”, acrescentou. Pouco depois, a ONG negou que “exija qualquer pagamento pela assistência jurídica gratuita, a nível nacional e internacional, que prestamos a mais de 15.000 vítimas de violações dos direitos humanos (...) desde a nossa fundação, há mais de 23 anos”. “Nosso trabalho neste momento é discernir quais libertações são, de fato, de pessoas que foram arbitrariamente detidas por motivos políticos”, precisou, antes de reiterar o número de 56 pessoas libertadas desde o último dia 8 de janeiro.

Em um comunicado divulgado em sua conta na rede social X, ele defendeu que “as dúvidas sobre quem são os recém-libertados não surgem de (suas) análises, mas do descumprimento, por parte dos órgãos do Poder Público, de sua obrigação de informar de forma clara e transparente sobre as identidades dos libertados e os critérios que estão sendo utilizados para decidir quem é favorecido ou não”.

Além disso, o Foro Penal desafiou a Assembleia Nacional a tornar pública a informação “diferente da nossa” que possui sobre os libertados, alegando que “trata-se de um tema muito sensível, de interesse público e humano”. “A opacidade só serve para gerar angústia e preocupação nos presos e suas famílias, e não contribui para a concórdia, a reconciliação nem a convivência nacional”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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