Publicado 14/09/2025 19:56

Venezuela adverte sobre "uma resposta" a um possível ataque da Guiana e de Trinidad e Tobago

28 de agosto de 2025, Puerto Cabello, Carabobo, Venezuela: Em 04 de setembro de 2025, a Venezuela realiza patrulhas marítimas, de acordo com um anúncio do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López. Na cidade de Valencia, estado de Carabobo. Foto: Juan Ca
Europa Press/Contacto/Juan Carlos Hernandez

O ministro da defesa da Venezuela denuncia o aumento de voos de "inteligência" dos EUA em seu espaço aéreo.

MADRID, 15 set. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, ameaçou neste domingo com "uma resposta legítima de autodefesa" no caso de um hipotético ataque dos territórios da Guiana e de Trinidad e Tobago, cujos governos ele acusou de "fazer o jogo" dos Estados Unidos.

"Digo a esses governos, àqueles que lhes enviaram um comunicado dos Estados Unidos, refiro-me aos governos da República Cooperativa da Guiana e do Governo de Trinidad e Tobago, que se prestaram ao jogo, (...) se nos atacarem a partir de seu território, também receberão uma resposta (...) em legítima autodefesa", disse o ministro em uma intervenção pública que postou em sua conta no Instagram.

Padrino disse a esses governos que "não se enganem" sobre a possível reação de Caracas. "Eles estão bem cientes de nosso compromisso inabalável com a defesa do direito internacional, dos direitos humanos, da autodeterminação dos povos e da independência nacional", enfatizou no texto da publicação.

Horas antes, o próprio chefe de defesa havia denunciado um aumento nos voos de "inteligência" dos Estados Unidos sobre o espaço aéreo venezuelano. "Seu objetivo, eles saberão, estamos realizando nossos processos internos de inteligência, integrando todas as informações", disse em declarações publicadas pelo site venezuelano Últimas Noticias.

Para Padrino, tal posicionamento, que ele descreveu como "muito provocativo", tem a intenção de provocar uma guerra que "nós, venezuelanos, os povos do Caribe, da América Central e da América Latina não queremos". "Somos uma zona de paz, claramente estabelecida na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) em 2014, que também foi, magistralmente concebida, livre do uso de armas atômicas", acrescentou.

Os Estados Unidos enviaram pelo menos quatro navios de guerra para as águas do Caribe em uma escalada de tensões que levou as forças norte-americanas, na semana passada, a bombardear um barco suspeito de narcotráfico em um ataque sem precedentes que deixou onze mortos.

Também no sábado, militares de um destróier dos EUA abordaram um barco de pesca venezuelano em sua Zona Econômica Exclusiva. Sua ação, denunciada por Caracas, foi classificada pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, como uma "clara violação do direito internacional". "Constitui uma provocação perigosa que ameaça a paz da América Latina e do Caribe", disse ele em uma mensagem no Telegram.

Seu colega venezuelano, Yván Gil, agradeceu "em nome do presidente (venezuelano) Nicolás Maduro" a postura de Cuba. "Sua solidariedade é inestimável neste momento", disse ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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