Publicado 05/01/2026 14:20

Venezuela adverte o Conselho de Segurança que sua autoridade está em risco se não condenar o ataque dos EUA

Archivo - NAÇÕES UNIDAS, 10 de abril de 2019 O representante permanente da Venezuela nas Nações Unidas, Samuel Moncada (frente), discursa no Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Venezuela, na sede da ONU em Nova York, em 10 de abril de 2019. N
Europa Press/Contacto/Li Muzi - Arquivo

Se esse ataque ficar sem resposta, "é o mesmo que normalizar a substituição da lei pela força".

MADRID, 5 jan. (EUROPA PRESS) -

O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, advertiu o Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira que a credibilidade do direito internacional e a autoridade do próprio Conselho serão questionadas se não condenarem o ataque de sábado, no qual os Estados Unidos bombardearam a Venezuela e capturaram seu presidente, Nicolás Maduro.

"A Venezuela insta este Conselho de Segurança a assumir plenamente sua responsabilidade (...), a exigir que o governo dos Estados Unidos da América respeite plenamente as imunidades do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, bem como sua libertação imediata e retorno seguro à Venezuela", disse Moncada em seu discurso.

Ele também conclamou o fórum a "condenar clara e inequivocamente o uso da força contra a República Bolivariana da Venezuela" e a rejeitar a aquisição de território ou recursos "pela força". Por fim, Caracas pede "a adoção de medidas que visem à redução da escalada, à proteção da população civil e ao restabelecimento do direito internacional".

Moncada advertiu que "hoje é apenas a soberania da Venezuela que está em jogo: o que está em jogo é a credibilidade do direito internacional, a autoridade dessa organização e a validade do princípio de que nenhum Estado pode se estabelecer como juiz, parte e executor da ordem mundial".

"Se o sequestro de um chefe de Estado, o bombardeio de um país soberano e a ameaça aberta de novas ações armadas forem tolerados ou relativizados, a mensagem enviada ao mundo é devastadora: que a lei é opcional e que a força é o verdadeiro árbitro das relações internacionais", argumentou.

Além disso, ele enfatizou que, se esse ataque ficar sem resposta, "é o mesmo que normalizar a substituição da lei pela força e corroer as próprias bases do sistema de segurança coletiva", insistiu.

Moncada mencionou a "riqueza natural" da Venezuela como um "elemento central" da "agressão" dos EUA. "Estamos diante de uma lógica que remete às piores práticas do colonialismo e do neocolonialismo", denunciou.

O representante venezuelano ressaltou que "apesar da gravidade dos acontecimentos", a Venezuela e suas instituições continuam funcionando normalmente. "A ordem constitucional foi preservada e o Estado exerce controle efetivo sobre todo o seu território", reiterou.

Nesse sentido, Moncada destacou que, de acordo com a Constituição, a vice-presidente Delcy Rodríguez "está sendo empossada como presidente encarregada da República, garantindo a continuidade institucional, a estabilidade e a paz interna".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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