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MADRID 31 maio (EUROPA PRESS) -
O governo da Venezuela acusou, neste sábado, a Guiana de “manipular” a narrativa internacional por meio da invenção de supostos incidentes armados nas proximidades do rio Cuyuní, um curso d’água que atravessa a zona de fronteira entre os dois países, e denunciou uma “operação de bandeira falsa”.
Por meio de um comunicado oficial, o Executivo venezuelano denunciou à comunidade internacional uma suposta operação de “bandeira falsa” orquestrada pela ex-colônia britânica. Segundo o governo liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez, essa manobra da Guiana visa “fabricar uma narrativa falsa de conflito” na região.
Rodríguez negou qualquer confronto e descreveu as acusações guianenses como uma “tentativa de desestabilização”.
“Essa prática faz parte de um padrão recorrente que a Venezuela já denunciou em ocasiões anteriores, por meio do qual as autoridades guianenses pretendem criar cenários artificiais de tensão e promover operações de bandeira falsa com o objetivo de se vitimizar, desacreditar a Venezuela e favorecer interesses alheios à controvérsia territorial sobre a Guiana Esequiba”, afirma o comunicado.
Da mesma forma, a República Bolivariana definiu o assunto como “uma situação bilateral” diante do que considera uma “tentativa de internacionalizar o conflito” por parte da Guiana, acusando-a de envolver agentes internacionais.
“A República Bolivariana da Venezuela rejeita categoricamente essas manobras de provocação e alerta para os riscos de formular acusações temerárias baseadas em especulações, montagens midiáticas e narrativas motivadas politicamente, incompatíveis com os princípios de boa vizinhança, respeito mútuo e solução pacífica de controvérsias”, afirmou.
Por fim, o Governo se referiu ao Acordo de Genebra de 1966 como “único instrumento válido para alcançar uma solução prática e satisfatória” para ambas as partes no que diz respeito à controvérsia territorial.
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