Europa Press/Contacto/Javier Mamani
MADRID, 18 (EUROPA PRESS)
O candidato presidencial e vencedor do primeiro turno das eleições bolivianas, Rodrigo Paz Pereira, anunciou uma "luta frontal contra a corrupção" em suas primeiras declarações após o anúncio dos resultados, nas quais garantiu que os cidadãos estão pedindo "uma mudança no sistema político" do país latino-americano.
Ele agradeceu o apoio dos cidadãos, mas pediu que eles "cuidassem dos votos" e "ganhassem a segunda parte de forma honesta", porque "não ganhamos nada". "Temos que cuidar dos votos porque, se não o fizermos, (não) geraremos a recuperação de uma democracia transparente para que as pessoas sintam confiança em suas instituições, (e) não haverá um bom governo no futuro porque sempre haverá a dúvida de que houve fraude, de que houve algo estranho", explicou, enquanto prometia realizar "uma luta frontal contra a corrupção para todos".
Nessa linha, Rodrigo Paz defendeu que "(seu) projeto é profundamente boliviano, um projeto para todos os bolivianos, é um projeto aberto, porque o que queremos é construir a reconciliação da pátria". "Precisamos estabilizar, gerar governabilidade, gerar uma mudança na economia para que a economia pertença ao povo e não ao Estado", acrescentou em um discurso relatado pelo jornal 'El Deber'.
Além disso, ele garantiu que, nessas eleições, "a Bolívia não está pedindo apenas uma mudança de governo, mas também uma mudança no sistema político; uma mudança para facilitar a representação das necessidades" dos cidadãos.
Por sua vez, Quiroga comemorou, após saber que disputará o último turno das eleições presidenciais em 19 de outubro, o fato de que "uma longa noite de duas décadas terminou hoje", ao mesmo tempo em que afirmou que "esse primeiro turno não é o fim, é o começo", razão pela qual pediu aos seus colegas de partido que "continuem na luta" para enfrentar o processo eleitoral.
Em um discurso divulgado pela estação de rádio boliviana ERBOL, o ex-presidente pediu diálogo, embora tenha afirmado que "reconciliação não significa esquecimento". "Não estamos aqui para dar impunidade a ninguém, mas também não viemos com sede de vingança", disse ele, afirmando que "sofremos muitas divisões, muitos muros invisíveis, que quiseram nos separar por todos os tipos de elementos, por sotaque, por vestimenta, por história, por geografia".
Ele também aproveitou a oportunidade para parabenizar seu rival, o candidato do Partido Democrata Cristão (PDC). "Parabéns ao Rodrigo Paz Pereira e à campanha que ele fez. Damos a ele uma salva de palmas", declarou antes de dizer algumas palavras para seu pai. Jaime Paz, que presidiu o país entre 1989 e 1993, por "abrir as portas para os jovens".
"Estou fazendo com Juan Pablo Velasco (seu companheiro de chapa) o que você fez comigo: abrindo as portas para os jovens. E você tem que ser grato por isso", disse ele.
O atual líder do país, Luis Arce, também se pronunciou, parabenizando todos os bolivianos que exerceram seu direito de voto e destacando os "esforços" de seu governo para "garantir um processo eleitoral pacífico e transparente", lamentando os "permanentes ataques internos e externos para sabotar" as eleições.
Arce, que não comentou a derrota de seu Movimiento Al Socialismo (MAS) e de seu candidato, o ex-ministro Eduardo del Castillo, disse estar convencido de que em 19 de outubro "nosso povo reafirmará mais uma vez que nós, bolivianos, resolvemos nossos problemas pacificamente, demonstrando mais uma vez a vocação democrática que sempre nos caracterizou".
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