GUARDIA CIVIL DE CÓRDOBA - Arquivo
PALMA 31 mar. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Civil identificou vários menores que supostamente estariam por trás do ataque homofóbico sofrido na semana passada por um professor do IES Baltasar Porcel, em Andratx (Maiorca).
Os agentes, a partir das duas denúncias recebidas — uma da vítima e outra da direção da instituição de ensino —, abriram uma investigação para tentar esclarecer os fatos.
Eles rastrearam uma série de mensagens e fotografias publicadas na plataforma educacional digital “Classroom”, muitas delas dirigidas ao professor e nas quais zombavam de sua orientação sexual, até chegarem aos suspeitos.
Fontes próximas à investigação confirmaram à Europa Press que vários menores foram identificados, embora não tenham detalhado quantos nem se são alunos da escola em que a vítima trabalha.
O processo ficou a cargo do Ministério Público da Infância e Adolescência, que será responsável por ouvir os depoimentos dos suspeitos e decidir como proceder com o caso.
Paralelamente, o Departamento de Inspeção Educacional da Secretaria de Educação e Universidades acionou os protocolos correspondentes. Na segunda-feira, um inspetor já se deslocou à instituição de ensino para avaliar a situação.
Os fatos denunciados, conforme explicaram à Europa Press fontes da instituição, remontam ao domingo, 22 de março, quando alguns alunos do IES Baltasar Porcel forneceram a um grupo de jovens de outra instituição de ensino do município os meios necessários para acessar uma sala de aula virtual na qual a vítima estava presente.
Naquele mesmo dia, eles acessaram a plataforma com uma conta falsa e deixaram comentários denegrentes, nos quais zombavam da orientação sexual do professor, além de enviarem fotografias obscenas.
Somente dois dias depois, na tarde de terça-feira, os professores perceberam o que havia acontecido. Nos dias seguintes, a direção começou a realizar as primeiras investigações e solicitou ao departamento de tecnologia que, após preservar as evidências, apagasse os comentários da plataforma.
Desde quinta-feira, a direção da escola vem se reunindo com os alunos suspeitos de serem os autores intelectuais do ataque homofóbico, que cursam o quarto ano do ensino fundamental II, e com seus respectivos pais.
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