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MADRID 9 fev. (EUROPA PRESS) - O líder indígena Leonidas Iza, presidente da Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), anunciou que impulsionará um processo para revogar o mandato do presidente Daniel Noboa, em linha com iniciativas semelhantes que outras organizações deste tipo anunciaram nos últimos dias.
“A maioria dos equatorianos confiou no presidente da República, mas, assim como confiaram, neste momento existe uma reação negativa em relação ao que o governo nacional está fazendo”, afirmou ele em entrevista ao portal de notícias equatoriano Primera Plana.
Iza explicou que a Confederação dos Povos da Nacionalidade Kichwa do Equador (Ecuarunari) — uma filial da Conaie — vai iniciar seu próprio processo de revogação, embora tenha incentivado os demais coletivos a se unirem e coordenarem qualquer resposta nesse sentido para evitar “iniciativas isoladas”.
A proposta lançada por Iza nesta segunda-feira surge dias depois de o novo presidente da Confederação Nacional de Organizações Camponesas, Indígenas, Negras e Montubias (Fenocin), Guido Perugachi, ter anunciado que estão a trabalhar numa iniciativa para revogar o mandato de Noboa, em vigor desde abril de 2025.
Perugachi afirmou que há “vários motivos para a revogação”, que o presidente equatoriano não cumpriu suas promessas e negligenciou áreas fundamentais como saúde, educação ou segurança.
A revogação do mandato no Equador é um mecanismo estabelecido pela Constituição de 2008 e permite que os cidadãos destituam as autoridades eleitas por voto popular antes do término de seu mandato, quando se considera que elas perderam a confiança do eleitorado ou não cumpriram suas funções.
A lei estabelece que qualquer iniciativa nesse sentido deve ser apresentada ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) após o primeiro ano e antes do último ano do mandato do alto funcionário que se deseja destituir do cargo.
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