Publicado 02/06/2026 07:16

Vários feridos em confrontos entre policiais e professores durante a greve por melhores condições no México

O governo rejeita o uso de balas de borracha contra os manifestantes e pede aos sindicatos que se sentem à mesa de negociações

Imagem de arquivo dos protestos de professores na Cidade do México.
Europa Press/Contacto/Nadia Tecuapetla

MADRID, 2 jun. (EUROPA PRESS) -

Várias pessoas ficaram feridas durante os confrontos registrados entre agentes da Polícia do México e professores em greve para exigir aumentos salariais em vários estados de todo o país, manifestações que ocorrem a apenas dez dias do início da Copa do Mundo de Futebol e que têm causado grande preocupação.

A Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) convocou na segunda-feira uma greve nacional com uma grande marcha que gerou imagens de violência e tensão na capital, Cidade do México, especialmente diante da impossibilidade dos manifestantes chegarem à Praça da Constituição — conhecida como Zócalo — devido à instalação de uma grande cerca pelas autoridades.

Diante da tentativa dos manifestantes de atravessar essas barreiras, as forças de segurança reforçaram sua presença nas ruas, especialmente em torno do Palácio Nacional, onde foi erguida uma barreira de dois metros de altura, segundo informações do jornal “El Universal”.

Essas medidas de segurança foram implementadas, além disso, em torno da sede da Suprema Corte de Justiça do país, também cercada por grandes barreiras azuis. As lojas estão vazias enquanto a CNTE realiza um protesto na Avenida 20 de Novembro.

As forças de segurança acusaram os manifestantes de usar artefatos explosivos supostamente fabricados com tubos de PVC, pólvora e pedras na tentativa de atravessar as barreiras. Assim, utilizaram gás lacrimogêneo na tentativa de dispersar os presentes, o que resultou em pelo menos três feridos.

Nesse sentido, a Secretaria de Segurança Cidadã rejeitou as acusações sobre o uso de balas de borracha ou outros dispositivos similares por parte dos policiais mobilizados na operação.

CONVITE AO DIÁLOGO

Por sua vez, o ministro da Educação, Mario Delgado, instou os manifestantes a estabelecerem outra mesa de trabalho para o diálogo na terça-feira, numa tentativa de “encontrar um caminho para um acordo em favor do magistério”, segundo um comunicado.

Para este encontro, previsto para as 10h da manhã (hora local), também foram convidados o Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado (ISSSTE), a Secretaria de Educação Pública (SEP) e a Secretaria do Interior (Segob), conforme indicado pelo próprio Delgado.

Por sua vez, a presidente do país, Claudia Sheinbaum, afirmou que “não é possível” atender a algumas das reivindicações dos professores devido à situação orçamentária do país, embora espere que haja um bom “desempenho” nas negociações.

“Confio que as negociações sejam bem-sucedidas, vamos confiar nisso”, afirmou a mandatária em uma coletiva de imprensa. “Hoje vêm alguns professores do CNTE de outros estados da República, e, por meio do diálogo, vamos tentar atender às suas demandas. Há algumas reivindicações que o orçamento não permite atender integralmente, mas há outras que sim”, afirmou.

“Há professores que solicitam o retorno às comissões mistas entre sindicato e autoridade para a atribuição de vagas. O que queremos nós? Perguntar aos professores se realmente concordam com isso, o que também gerou muitos problemas no país, particularmente ligados a questões de corrupção, em que as vagas eram para amigos, primos”, sustentou.

Assim, denunciou que “chegaram até a vender vagas”. “Se os professores querem outra coisa, não definida pela autoridade ou pela presidente, que nos digam. Essa consulta seria feita este ano; por diversas razões, não foi possível avançar, mas avançaremos a partir do início do próximo ano”, acrescentou.

Está previsto que os professores voltem às ruas durante a manhã, no âmbito da greve decretada, que continua nesta terça-feira. A marcha foi convocada no Ángel de la Independencia às 9h (hora local) para seguir dali até o Zócalo, embora os professores mantenham, paralelamente, seu protesto na Avenida 5 de Maio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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