Publicado 22/05/2025 13:00

Várias padarias no sul de Gaza voltaram a funcionar depois de um fluxo limitado de ajuda

CRUZAMENTO DE KEREM SHALOM, 20 de maio de 2025 -- Um caminhão transportando ajuda é visto no lado israelense do cruzamento de Kerem Shalom, em 20 de maio de 2025. Um total de 93 caminhões das Nações Unidas transportando ajuda humanitária, incluindo farinh
Europa Press/Contacto/Jamal Awad

"Estamos em uma corrida contra o tempo", alerta o Programa Mundial de Alimentos da ONU.

MADRID, 22 maio (EUROPA PRESS) -

A entrada dos primeiros caminhões com ajuda após mais de dois meses de bloqueio à Faixa de Gaza permitiu que várias padarias do sul e do centro do enclave retomassem suas atividades, embora as organizações que trabalham no local tenham advertido que esse fluxo não é suficiente para aliviar as necessidades humanitárias da população de Gaza.

Dezenas de caminhões entraram na Faixa pelo cruzamento de Kerem Shalom, na fronteira com Israel, permitindo que algumas padarias apoiadas pelo Programa Mundial de Alimentos (WFP) recuperassem parte da normalidade perdida após quase 80 dias de fechamento total.

"Estamos em uma corrida contra o tempo para evitar que as pessoas morram de fome", advertiu Antoine Renard, funcionário do PMA, alertando sobre o estado de uma população "desesperada". O atual fluxo de ajuda, advertiu ele, é "apenas uma gota" do que seria necessário para evitar os atuais "níveis catastróficos" de insegurança alimentar.

"As agências humanitárias precisam de acesso imediato, desimpedido e seguro para levar ajuda vital a Gaza. Essa é a única maneira de evitar um desastre totalmente evitável", disse Renard em um comunicado. O WFP informou que as organizações já pré-posicionaram mais de 140.000 toneladas de alimentos, o suficiente para ajudar toda a população de Gaza por dois meses.

A chefe de operações no Oriente Médio da ONG Action Against Hunger, Natalia Anguera, reconheceu que a reativação de algumas padarias é "um passo vital na luta contra a desnutrição entre crianças e mulheres grávidas e lactantes", mas alertou que "os estoques de suprimentos nutricionais específicos para crianças menores de cinco anos estão prestes a se esgotar na mesma área".

Portanto, embora essas padarias possam ter farinha, a falta de combustível, energia e abastecimento de água potável impede que essas instalações operem em sua capacidade total. Essa escassez também se estende às próprias famílias, que mal conseguem cozinhar sem queimar os restos de comida e não têm condições de comprar botijões de gás que custam até US$ 200 por quilo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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