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MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) - O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, rejeitou nesta sexta-feira que Washington se envolva em uma guerra regional que dure anos, mesmo que lance um ataque contra o Irã caso o processo diplomático para um acordo nuclear fracasse.
Em entrevista ao jornal The Washington Post, o líder norte-americano insistiu que o presidente Donald Trump tem todas as opções em aberto, afirmando que as possibilidades são um ataque militar “que garanta que o Irã não consiga a arma nuclear” ou resolver “o problema diplomaticamente”.
“A ideia de que estaremos em uma guerra no Oriente Médio por anos sem um fim à vista... Não há nenhuma possibilidade de isso acontecer”, assegurou.
O vice-presidente mostrou-se assim seguro de que uma nova ronda de ataques contra a República Islâmica não resultará num conflito que implique uma longa intervenção dos Estados Unidos no estrangeiro, um cenário que a Administração Trump rejeitou repetidamente e procura evitar a todo o custo. “Acho que devemos evitar repetir os erros do passado. Também acho que devemos evitar aprender em excesso as lições do passado. O fato de um presidente ter cometido um erro em um conflito militar não significa que nunca mais possamos nos envolver em um conflito militar. Devemos ser cautelosos a esse respeito, mas acredito que o presidente está sendo cauteloso", enfatizou Vance, que antes de entrar na política foi militar destacado para a guerra do Iraque e, como senador, foi crítico das invasões militares americanas na região.
Ele indicou, no entanto, que continua “cético” em relação às “intervenções militares estrangeiras”, reiterando que “a opção diplomática” é a “preferida por todos”, mas deixando agora a bola no campo do Irã, ao sinalizar que “tudo depende do que os iranianos fizerem e disserem”.
Sobre o tipo de operação que poderia atacar o Irã, o líder americano deu como exemplo a operação de junho passado, quando Washington bombardeou instalações nucleares em meio a outra rodada de conversas com as autoridades iranianas sobre seu programa nuclear. Ele também reivindicou a operação “claramente definida” que permitiu ao Exército americano intervir na Venezuela para derrubar o presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro passado.
O governo do Irã afirmou nesta sexta-feira que, para chegar a um acordo com os Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano, é necessário que Washington retire suas “exigências excessivas”, após uma nova rodada de contatos indiretos mediados por Omã na cidade suíça de Genebra.
O mediador apontou “uma abertura sem precedentes” por parte das delegações negociadoras dos Estados Unidos e do Irã a “ideias e soluções novas e criativas” para resolver suas diferenças sobre o programa nuclear iraniano, embora ainda reste saber o rumo das negociações, que terão uma nova rodada técnica em Viena na próxima semana.
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