Publicado 06/07/2026 07:03

Vance pede a Kiev que “priorize a defesa em detrimento do ataque” e afirma que as capacidades militares russas são baixas

Archivo - Arquivo - O vice-presidente dos EUA, JD Vance.
Sven Hoppe/dpa - Arquivo

MADRID 6 jul. (EUROPA PRESS) -

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, pediu às autoridades ucranianas que “priorizem a defesa em vez do ataque” ao enfrentar as forças russas e avaliou as capacidades militares do Exército da Rússia como próximas de “zero” após mais de quatro anos de invasão.

Vance explicou, durante uma entrevista ao jornal britânico “The Times”, que Washington considera que a Ucrânia “não deveria realizar grandes operações contra a Rússia”, mas sim “concentrar-se exclusivamente em se defender”. “Quase todo o mundo ocidental, em algum momento, pressionou Kiev a lançar uma contraofensiva em grande escala, uma questão que, em retrospecto, se tornou um desastre no plano tático”, observou.

Assim, ele lembrou que o próprio ex-presidente Joe Biden defendia esse tipo de contra-ataque. No entanto, ele esclareceu que o atual governo, liderado por Donald Trump, “tem clareza de que é preciso apostar no fato de que a Ucrânia, contando com o apoio dos Estados Unidos para negociar, aja da forma mais defensiva possível”.

“Isso produz um resultado muito mais proveitoso, pois defender é muito mais fácil do que atacar e permite que os ucranianos aproveitem melhor sua vantagem no plano estratégico”, destacou Vance, que enfatizou que a Rússia “não será capaz de obter grandes conquistas atualmente no campo de batalha”. “É possível que isso nos dê o espaço necessário para resolver o problema”, argumentou.

Nesse sentido, ele indicou que “as capacidades russas na Ucrânia estão chegando a zero”, pelo que não estão “conseguindo grandes resultados”, enquanto as forças ucranianas “contribuem para criar condições que visam o fim da guerra”.

“Ao analisar esta guerra, parece óbvio que, dada a proliferação de drones e da tecnologia de vigilância, faz mais sentido para a Ucrânia manter suas posições em vez de lançar ofensivas onerosas para recuperar territórios ocupados”, afirmou.

Além disso, ele destacou que os russos “estão pagando um preço muito alto por cada quilômetro quadrado que colocam sob seu controle”, algo que ele relacionou ao fato de que tanto os Estados Unidos quanto a OTAN estão incentivando Kiev a “se concentrar mais nas capacidades de defesa”, uma estratégia que se mostrou “mais eficaz” dadas as circunstâncias.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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