Publicado 08/04/2026 07:54

Vance alerta para uma "trégua frágil" com o Irã e pede que se negocie um acordo "de boa-fé"

7 de abril de 2026, Budapeste, Hungria: O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, participa de uma coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, em Budapeste, Hungria, em 7 de abril de 2026.
Europa Press/Contacto/Beata Zawrzel

MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, alertou nesta quarta-feira que foi acordada uma “trégua frágil” com o Irã e que agora Washington espera que Teerã negocie “de boa-fé” um acordo para uma solução duradoura, ressaltando que cabe à República Islâmica dar continuidade às negociações.

Em declarações feitas em Budapeste, para onde viajou para apoiar o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, de vista às eleições legislativas deste 12 de abril, o vice-presidente americano assinalou que o acordo inclui a reabertura do Estreito de Ormuz.

“Esse é exatamente o acordo a que chegamos ontem à noite. Os iranianos aceitaram abrir o estreito. Os Estados Unidos concordaram em cessar as hostilidades”, indicou ele, acrescentando que também os aliados, em referência a Israel, “concordaram em parar de atacar”.

Vance, no entanto, alertou que se trata de uma “trégua frágil” e que agora tudo depende das negociações que serão iniciadas com as autoridades iranianas para um acordo que ponha fim ao conflito. O Paquistão, que atua como mediador, informou que sediará conversas entre delegações dos Estados Unidos e do Irã nesta sexta-feira, embora os participantes ainda não tenham sido confirmados.

Nesse contexto, o vice-presidente norte-americano alertou que há diferentes setores dentro do sistema iraniano, ponto em que elogiou o papel do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, para alcançar um cessar-fogo, enquanto há “algumas pessoas”, que ele não identificou, que “estão mentindo sobre a natureza do acordo”.

AFIRMA QUE O ACORDO DEPENDE DE O IRÃ NEGOCIAR DE BOA-FÉ

Nesse sentido, e enfatizando a desconfiança em relação ao Irã, ele ressaltou que agora tudo depende da disposição demonstrada por Teerã para chegar a um acordo, deixando o sucesso desses contatos nas mãos deles.

“Se eles mentirem, se tentarem trapacear, se tentarem impedir que até mesmo a frágil trégua que estabelecemos seja cumprida, então não ficarão satisfeitos”, indicou, alertando que Trump deixou claro que não usará o poder militar contra a República Islâmica.

Vance revelou que a mensagem de Trump é que os negociadores encarem esse processo “de boa-fé”. “Ele me disse, e disse a toda a equipe de negociação — ao secretário de Estado, ao enviado especial Steve Witkoff — que vamos lá e trabalhemos de boa-fé para chegar a um acordo”, disse ele.

“É isso que ele nos disse para fazer. Se os iranianos estiverem dispostos a trabalhar conosco de boa-fé, acredito que possamos chegar a um acordo”, destacou.

Embora tenha assegurado que Trump está “ansioso” por “alcançar avanços”, ele condicionou o resultado final a que o Irã “negocie de boa-fé”. “Em última instância, depende dos iranianos e de como eles negociarem. Espero que tomem a decisão certa", resumiu.

Os Estados Unidos anunciaram que aceitaram "suspender os ataques" contra o Irã por um período de duas semanas, fruto dos contatos mantidos com Teerã no âmbito do ultimato de Trump para chegar a um acordo. Por sua vez, as autoridades iranianas destacaram que, durante duas semanas, será possível a passagem “segura” pelo estratégico estreito de Ormuz, embora “mediante coordenação” com o Exército do país asiático.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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