Europa Press/Contacto/Beata Zawrzel
MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, considerou nesta quarta-feira que seria “uma bobagem” que as negociações entre os Estados Unidos e o Irã “desmoronassem” devido à continuação das hostilidades contra o Líbano, por parte de Israel, ao mesmo tempo em que reiterou que a Casa Branca “nunca fez a promessa” de que aquele país estivesse incluído no cessar-fogo anunciado por Washington e Teerã.
“Acho que os iranianos pensavam que o cessar-fogo incluía o Líbano e, simplesmente, não era assim. Nunca fizemos essa promessa. Nunca demos a entender que seria assim”, destacou em declarações à imprensa, acrescentando que seria uma “absurdo”, embora também “escolha do Irã”, permitir que “essa negociação fracasse em um conflito no qual estão sendo duramente criticados pela questão do Líbano, que não tem nada a ver com eles”.
Atribuindo essa situação — em que, enquanto Israel e a Casa Branca afirmam que o Líbano estava excluído do acordo, as autoridades paquistanesas, mediadoras nas negociações, dizem o contrário — a "um mal-entendido legítimo", Vance considerou que há "muita propaganda mal-intencionada e muita má-fé nas negociações".
Assim, o responsável norte-americano esclareceu que “o que está ocorrendo” neste momento é que os Estados Unidos querem “enviar os negociadores ao Paquistão e participar de boa-fé na negociação”, embora “alguns loucos nas margens da sociedade iraniana vazem informações de forma anônima, seja com fins propagandísticos porque se sentem envergonhados ou porque não gostam do que aconteceu”.
Por outro lado, Vance referiu-se ao estratégico estreito de Ormuz, cuja “passagem segura”, mas controlada, foi anunciada nesta terça-feira pelas autoridades iranianas, para assinalar que têm “observado um aumento do tráfego” por este ponto que permanecia bloqueado pelo Irã após a escalada de hostilidades desencadeada no final de fevereiro.
“Acreditamos que estamos vendo indícios de que o estreito está começando a reabrir”, observou o vice-presidente, aludindo a uma queda nos mercados de petróleo e gás. No entanto, ele ressaltou que, se o Irã se oferecer para reabrir os estreitos e isso não ocorrer, Trump não cumprirá suas condições.
Por isso, o vice-presidente americano instou os iranianos a se sentarem para “negociar com seriedade”, ao mesmo tempo em que ameaçou que, se Teerã “descumprir sua parte do acordo”, enfrentará “graves consequências”.
Suas palavras vêm logo após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, ter advertido, nesta mesma quarta-feira, o governo Trump de que precisa “escolher” entre respeitar o cessar-fogo ou continuar a guerra “por meio de Israel”, em meio à onda de ataques de Israel contra o Líbano que deixou pelo menos 250 mortos e cerca de 1.100 feridos em um único dia, um dia após Washington e Teerã terem aceitado a trégua.
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