Europa Press/Contacto/Yuri Gripas - Pool via CNP
MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta terça-feira que Washington está agora em uma fase em que o foco principal é “garantir a livre circulação do comércio” no Estreito de Ormuz, após a última série de ataques perpetrados por seu Exército, na véspera, contra a ilha iraniana de Larek.
“Agora nos encontramos em uma fase em que grande parte do que fazemos consiste, de fato, em garantir a livre circulação do comércio no Estreito de Ormuz”, afirmou o alto funcionário em entrevista à rede Fox.
Na mesma entrevista, Vance reconheceu que, na noite de domingo para segunda-feira, “houve ataques”, embora, precisou ele, se tratasse de uma “resposta” aos “iranianos que estavam prestes a colocar algumas minas”.
O próprio Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM), que coordena as forças militares americanas no Oriente Médio, reivindicou, horas após o ataque, o que classificou como uma “ação limitada e precisa” dirigida contra “unidades de minagem da Guarda Revolucionária Islâmica que representavam uma ameaça iminente”, classificando como “absolutamente falso” que tal ação pudesse constituir um “ato de agressão”.
“O Irã criou a ameaça e o Exército dos Estados Unidos a eliminou para proteger marinheiros civis, a navegação mercante e a livre circulação do comércio mundial”, argumentou então o CENTCOM em uma publicação nas redes sociais.
Esses ataques ocorreram apenas uma semana depois que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assegurou que o governo do presidente Donald Trump não descartava “de forma alguma” retomar os ataques contra Teerã, após o início da chamada ‘guerra econômica’.
Essas declarações contrastaram, na época, com as feitas anteriormente pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que observou que “provavelmente” não haveria “uma retomada cinética em grande escala”.
Com relação à viabilidade do tráfego marítimo por essa passagem estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, vale lembrar que a República Islâmica se pronunciou repetidas vezes sobre o assunto. Ao destacar o corredor sul — que Washington afirma controlar em coordenação com parceiros regionais —, ela afirmou ter fechado o estreito após anunciar um acordo preliminar com Omã para a gestão do tráfego em Ormuz.
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