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MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, destacou nesta segunda-feira que Washington continuará trabalhando para chegar a um acordo com o Irã, mesmo que Israel não concorde com isso, na medida em que, segundo ele, isso trará benefícios para os cidadãos americanos.
“Israel pode gostar disso ou não, mas, fundamentalmente, acreditamos que isso beneficia os Estados Unidos”, enfatizou Vance em entrevista à rede Fox, na qual adiantou que o governo Trump vai “continuar buscando” tal objetivo.
Questionado sobre Israel agir por conta própria no Líbano, apesar de Trump ter exigido do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu — assim como do Irã — que cessassem “imediatamente” os ataques trocados nas últimas horas, após o recrudescimento dos bombardeios israelenses em Beirute no domingo — uma “linha vermelha” para Teerã —, o alto funcionário norte-americano confessou que, embora os EUA e Israel compartilhem “muitos interesses”, há “situações” nas quais esses “divergem”.
“Onde o presidente foi muito claro é que, embora Israel tenha obviamente alguns objetivos próprios, o principal objetivo dos Estados Unidos no Irã é garantir que o Irã não tenha armas nucleares”, precisou.
Nessa mesma linha, o vice-presidente norte-americano precisou que, se finalmente for possível chegar a um acordo com Teerã — algo que, segundo ele, o Irã deseja porque “não lhes convém” que a guerra continue —, o governo norte-americano verificará “a longo prazo” se os iranianos “estão cumprindo sua parte do acordo”.
"É uma tarefa difícil, mas o presidente (Trump) nos colocou em uma boa posição para alcançá-la", destacou, acrescentando que, em sua opinião, "os iranianos não querem que esta guerra continue". "Eles estão vindo para a mesa, colocando coisas reais sobre a mesa. Nós, é claro, vamos verificar isso. Mas se chegarmos a esse acordo, será uma vitória retumbante para o povo americano”, concluiu.
Vale ressaltar que, nesta mesma segunda-feira, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou que os trabalhos para chegar a um acordo entre Washington e Teerã continuam, apesar de, conforme precisou o diplomata em declarações divulgadas pela agência de notícias Tasnim, “ainda” não ter sido alcançado o “texto definitivo”.
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