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MADRID, 18 jun. (EUROPA PRESS) -
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou nesta quinta-feira que as autoridades de Israel não podem resolver seus problemas de segurança “por meio da violência”, após considerar que certos setores do país que criticam o acordo preliminar firmado com o Irã “entraram em pânico”.
“É um país com nove milhões de habitantes. Não podem simplesmente resolver todos os seus problemas de segurança nacional com base na violência”, defendeu ele em entrevista concedida ao jornal ‘The New York Times’, na qual questionou os críticos em Israel ao memorando de entendimento assinado na véspera pelas duas partes sobre o que propõem como alternativa.
O “número dois” da Casa Branca reconheceu que “amplos setores do sistema político e da população israelense são muito sensíveis a esse acordo”, embora tenha apontado que “eles estão recebendo informações errôneas sobre o acordo, estão divulgando-as e estão entrando em pânico a respeito”.
“Qual é exatamente a proposta deles?”, questionou-se, ao mesmo tempo em que afirmou que “(lhe) parece um pouco estranho todo esse alvoroço em Israel” em relação ao pré-acordo com o Irã. “Acho que isso decorre da desconfiança, e acredito que os Estados Unidos conquistaram a confiança dessa região do mundo”, afirmou.
O ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben Gvir, respondeu a Vance instando o governo Trump a combater o Irã da mesma forma que os Estados Unidos combateram a Alemanha nazista no século passado, durante a Segunda Guerra Mundial.
“Esta é a proposta: enfrentar os nazistas do século XXI, assim como os Estados Unidos enfrentaram os nazistas do século XX”, destacou em suas redes sociais, em uma mensagem na qual citou Vance.
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