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MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) - O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta terça-feira que o Irã continua sem reconhecer as “linhas vermelhas” dos Estados Unidos no âmbito das negociações nucleares que ambos os países mantêm com a mediação de Omã.
“Em relação à negociação, de certa forma, correu bem e concordaram em reunir-se novamente, mas noutros aspetos ficou muito claro que o presidente estabeleceu algumas linhas vermelhas que os iranianos ainda não estão dispostos a reconhecer e a trabalhar nelas”, afirmou o vice-presidente numa entrevista ao canal Fox News.
Nesse sentido, ele reiterou que o “principal interesse” dos Estados Unidos é que o Irã não desenvolva armas nucleares. “Não queremos a proliferação nuclear. Se o Irã conseguir uma arma nuclear, há muitos outros regimes, alguns amigos e outros nem tanto, que gostariam de conseguir armas nucleares depois deles”, afirmou.
Essas declarações foram feitas após mais um dia de conversas indiretas com uma delegação do Irã na cidade suíça de Genebra. Vance insistiu que Washington continuará trabalhando na linha diplomática com Teerã, mas ressaltou que o presidente Donald Trump “se reserva o direito” de tomar outras medidas se considerar que “a diplomacia chegou ao seu fim natural”.
“Esperamos não chegar a esse ponto, mas se chegarmos, será uma decisão do presidente”, indicou, após salientar que Trump tem “muitas opções” em cima da mesa e que os Estados Unidos contam com um “exército poderoso”, em referência a um possível ataque contra o Irã. PEZESHKIAN DEFENDE O PROGRAMA NUCLEAR E NEGA QUE PROCURE ARMAS
Poucas horas antes, o presidente do Irã, Masud Pezeshkian, reiterou que Teerã “não busca armas nucleares de forma alguma” e que está disposta a realizar “qualquer verificação” sobre seu programa nuclear, enfatizando que não vai renunciar a essa iniciativa.
Após a rodada de conversações indiretas com os Estados Unidos, Pezeshkian reiterou que “de uma perspectiva doutrinária”, o Irã tem um programa nuclear com fins pacíficos e “não busca armas nucleares de forma alguma”.
De qualquer forma, o presidente iraniano insistiu em manter o programa nuclear, defendendo que na República Islâmica “não aceitam abandonar a indústria nuclear” para outros fins, como agrícolas, industriais ou médicos. “Em que idioma temos que dizer que não buscamos armas nucleares?”, enfatizou.
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