Publicado 01/03/2025 06:37

Valência, Andaluzia e Múrcia se beneficiariam da proposta da Fedea para um alívio mais "equitativo" da dívida

Mapa da distribuição alternativa do alívio da dívida proposto pela Fundación de Estudios de Economía Aplicada (Fedea).
EPDATA

MADRID 1 mar. (EUROPA PRESS) -

O diretor da Fundação de Estudos Econômicos Aplicados (Fedea), Ángel de la Fuente, elaborou uma proposta "mais justa" do que a abordagem do Tesouro para assumir parte da dívida das comunidades autônomas, com uma distribuição que beneficiaria as regiões subfinanciadas da Comunidade Valenciana, Andaluzia e Múrcia.

Em meio ao debate sobre o cancelamento da dívida, a distribuição alternativa proposta pelo think tank econômico primeiro compensa o subfinanciamento acumulado entre 2010 e 2022 e, em seguida, distribui os recursos restantes proporcionalmente à população ajustada.

A metodologia proposta por Montero para perdoar até 83 bilhões da dívida consiste em três fases, que têm a ver com a dívida comparada entre a crise de 2008 e os anos da pandemia, bem como o subfinanciamento das comunidades. O Ministério da Fazenda também pesa as comunidades que exerceram poderes regulatórios para aumentar o imposto de renda pessoal entre 2010 e 2022.

Com base nessa metodologia do Tesouro, a Andaluzia e a Catalunha seriam as comunidades autônomas que mais se beneficiariam com essa proposta, pois o Estado assumiria 18.791 milhões de euros no caso da primeira e 17.104 milhões de euros no caso da segunda, representando mais de 43% do total entre as duas.

UMA DISTRIBUIÇÃO ALTERNATIVA

Por sua vez, a distribuição alternativa proposta pela Fedea com base no subfinanciamento e na população ajustada beneficiaria a Andaluzia, Valência e Múrcia, que veriam o perdão de suas dívidas aumentar.

Especificamente, a Andaluzia seria a região cuja dívida regional seria mais perdoada, até 22.176 milhões de euros, seguida pela Comunidade Valenciana, com 18.444 milhões de euros. O terceiro lugar nesse ranking seria a Catalunha, com 9.139 milhões de euros, um valor muito distante dos 17.104 milhões que seriam perdoados com a proposta do Tesouro.

Com a abordagem da Fedea, depois dessas três regiões estariam Madri (7.708 milhões); Múrcia (5.069 milhões); Castilla-La Mancha (4.289 milhões); Galícia (3.575 milhões); Castilla y León (3.248 milhões); Ilhas Canárias (2.655 milhões); Aragão (1.722 milhões); Extremadura (1.392 milhões); Ilhas Baleares (1.370 milhões); Astúrias (1.344 milhões); Cantábria (721 milhões) e La Rioja (400 milhões).

A PROPOSTA DAS AUTORIDADES FISCAIS

De acordo com a proposta da Fazenda, Andaluzia e Catalunha seriam as comunidades autônomas que mais se beneficiariam com essa proposta, pois o Estado assumiria 18.791 milhões de euros no caso da primeira e 17.104 milhões de euros no caso da segunda, representando mais de 43% do total entre as duas.

Essas duas regiões são seguidas pela Comunidade Valenciana (11,210 bilhões); Comunidade de Madri (8,644 bilhões); Castela-La Mancha (4,927 bilhões); Galícia (4,010 bilhões); Castela e Leão (3,643 bilhões); Múrcia (3,318 bilhões); Ilhas Canárias (3,259 bilhões); Aragão (2,124 bilhões); Ilhas Baleares (1,741 bilhões); Extremadura (1,718 bilhões); Cantábria (809 milhões) e La Rioja (448 milhões).

O País Basco e Navarra não estão incluídos nessa distribuição, pois não fazem parte do sistema comum, embora já tenham proposto que desejam aproveitar a situação de remissão, propondo que sejam compensados de forma semelhante por meio de seus sistemas forais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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