MADRID 1 mar. (EUROPA PRESS) -
O diretor da Fundação de Estudos Econômicos Aplicados (Fedea), Ángel de la Fuente, elaborou uma proposta "mais justa" do que a abordagem do Tesouro para assumir parte da dívida das comunidades autônomas, com uma distribuição que beneficiaria as regiões subfinanciadas da Comunidade Valenciana, Andaluzia e Múrcia.
Em meio ao debate sobre o cancelamento da dívida, a distribuição alternativa proposta pelo think tank econômico primeiro compensa o subfinanciamento acumulado entre 2010 e 2022 e, em seguida, distribui os recursos restantes proporcionalmente à população ajustada.
A metodologia proposta por Montero para perdoar até 83 bilhões da dívida consiste em três fases, que têm a ver com a dívida comparada entre a crise de 2008 e os anos da pandemia, bem como o subfinanciamento das comunidades. O Ministério da Fazenda também pesa as comunidades que exerceram poderes regulatórios para aumentar o imposto de renda pessoal entre 2010 e 2022.
Com base nessa metodologia do Tesouro, a Andaluzia e a Catalunha seriam as comunidades autônomas que mais se beneficiariam com essa proposta, pois o Estado assumiria 18.791 milhões de euros no caso da primeira e 17.104 milhões de euros no caso da segunda, representando mais de 43% do total entre as duas.
UMA DISTRIBUIÇÃO ALTERNATIVA
Por sua vez, a distribuição alternativa proposta pela Fedea com base no subfinanciamento e na população ajustada beneficiaria a Andaluzia, Valência e Múrcia, que veriam o perdão de suas dívidas aumentar.
Especificamente, a Andaluzia seria a região cuja dívida regional seria mais perdoada, até 22.176 milhões de euros, seguida pela Comunidade Valenciana, com 18.444 milhões de euros. O terceiro lugar nesse ranking seria a Catalunha, com 9.139 milhões de euros, um valor muito distante dos 17.104 milhões que seriam perdoados com a proposta do Tesouro.
Com a abordagem da Fedea, depois dessas três regiões estariam Madri (7.708 milhões); Múrcia (5.069 milhões); Castilla-La Mancha (4.289 milhões); Galícia (3.575 milhões); Castilla y León (3.248 milhões); Ilhas Canárias (2.655 milhões); Aragão (1.722 milhões); Extremadura (1.392 milhões); Ilhas Baleares (1.370 milhões); Astúrias (1.344 milhões); Cantábria (721 milhões) e La Rioja (400 milhões).
A PROPOSTA DAS AUTORIDADES FISCAIS
De acordo com a proposta da Fazenda, Andaluzia e Catalunha seriam as comunidades autônomas que mais se beneficiariam com essa proposta, pois o Estado assumiria 18.791 milhões de euros no caso da primeira e 17.104 milhões de euros no caso da segunda, representando mais de 43% do total entre as duas.
Essas duas regiões são seguidas pela Comunidade Valenciana (11,210 bilhões); Comunidade de Madri (8,644 bilhões); Castela-La Mancha (4,927 bilhões); Galícia (4,010 bilhões); Castela e Leão (3,643 bilhões); Múrcia (3,318 bilhões); Ilhas Canárias (3,259 bilhões); Aragão (2,124 bilhões); Ilhas Baleares (1,741 bilhões); Extremadura (1,718 bilhões); Cantábria (809 milhões) e La Rioja (448 milhões).
O País Basco e Navarra não estão incluídos nessa distribuição, pois não fazem parte do sistema comum, embora já tenham proposto que desejam aproveitar a situação de remissão, propondo que sejam compensados de forma semelhante por meio de seus sistemas forais.
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