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MADRID 22 mar. (EUROPA PRESS) -
O funeral do histórico líder de extrema direita da Liga Norte italiana, Umberto Bossi, tornou-se palco de divergências políticas, com vaias e aplausos dirigidos à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e ao atual líder da Liga Norte, Matteo Salvini.
Bossi foi cofundador da Liga Norte e faleceu na última quinta-feira, aos 84 anos de idade. Ele foi sepultado após um funeral realizado no Mosteiro de São Jacobo de Pontida, a nordeste de Milão, onde foram ouvidos cânticos como “Temos um sonho em nossos corações: queimar a tricolor”, em referência à bandeira italiana e em defesa da Padânia, formada pelo norte rico e industrializado do país. Também soou o hino “Padânia Livre”, informa a imprensa italiana.
Bossi ganhou destaque na política com as reivindicações de autonomia e até mesmo de secessão do norte da Itália, com críticas contínuas a Roma. Foi ministro duas vezes no governo de Silvio Berlusconi e continuou como deputado até sua morte.
No entanto, o novo líder da Liga, Salvini, mudou de rumo para deixar de se concentrar no norte da Itália e conquistar também o voto da direita do centro e do sul do país, o que lhe rendeu neste sábado gritos de “traidor”. A intenção de voto da Liga situa-se em torno de 10%, longe de seu recorde histórico.
Meloni, por outro lado, foi recebida com gritos de “Giorgia! Giorgia!” e “Secessão!”, mas em outro momento do evento foi vaiada pelos participantes.
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