BARCELONA, 31 mar. (EUROPA PRESS) -
Um estudo da Universitat Pompeu Fabra (UPF) e da Universitat Oberta de Catalunya (UOC) revelou que o uso do Instagram e do TikTok afeta mais o bem-estar psicológico das meninas do que o dos meninos.
A pesquisa é resultado de um estudo quantitativo e mostrou que as meninas fazem uso mais intenso das redes e que se sentem mais observadas e pressionadas pela imagem e aparência física que projetam, além de precisarem de mais validação externa, de acordo com a UPF em um comunicado na segunda-feira.
O estudo analisou a percepção dos jovens sobre o impacto das redes sociais em muitos outros aspectos de sua vida social, como a relevância do grupo ou a capacidade de se expressar como são.
MAIS DE 1.000 ADOLESCENTES PESQUISADOS
Os resultados são baseados em uma pesquisa com uma amostra representativa de 1.043 adolescentes espanhóis de 12 a 18 anos (50,5% de meninas e 49,5% de meninos), dos quais 70,7% são usuários do TikTok e 63,8% do Instagram.
Os entrevistados avaliaram de 1 a 5 o impacto das redes em 9 itens de sua vida social, e os itens mais bem avaliados foram a capacidade de organização coletiva, a relevância global e a possibilidade de se expressar como são; em todos eles, exceto no bem-estar psicológico, não há diferenças relevantes por gênero.
Os itens com a classificação mais baixa entre meninos e meninas são a comunicação com os adultos mais próximos, com 3,06 em ambos os casos, e no caso do bem-estar psicológico, as meninas têm 2,99 e os meninos 3,13.
IMPACTOS POSITIVOS SOBRE AS MENINAS
Uma das conclusões do estudo é que os meninos consideram que o uso das redes tem um impacto neutro em suas vidas, mas as meninas chegam a indicar certos efeitos positivos do uso das redes em seu bem-estar psicológico, por exemplo, elas valorizam o fato de terem conexão, apoio e espaços para discussão com pessoas em situações semelhantes.
O estudo alerta que essa tendência diminui a capacidade crítica dos adolescentes de respeitar as tradições sociais estabelecidas, por exemplo, os papéis de gênero, de acordo com o algoritmo do TikTok.
O artigo foi publicado na "Revista de Comunicación" e o estudo foi conduzido por Mònika Jiménez, pesquisadora do grupo Comunicação, Publicidade e Sociedade (CAS) do Departamento de Comunicação da UPF, e Mireia Montaña, que faz parte do grupo "Aprenentatge, Mitjans de Comunicació i Entreteniment (GAME)" da Faculdade de Ciências da Informação e Comunicação da UOC.
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