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MADRID 2 ago. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, confirmou que o desligamento total da usina nuclear de Paks ocorrerá no final deste domingo ou em algum momento da segunda-feira, marcando a primeira suspensão total nos 44 anos de operação desse pilar do sistema energético do país, que agora opera com capacidade reduzida devido à queda do nível do rio Danúbio, responsável pelo resfriamento de seus reatores.
“A penúltima turbina foi desligada na madrugada de hoje, às 01h30, e a última será desligada neste domingo ou em algum momento da segunda-feira”, explicou Magyar em entrevista à emissora privada RTL. A usina já produz apenas 240 megawatts, pouco mais de 10% de sua produção habitual.
O primeiro-ministro impôs neste fim de semana fortes restrições de consumo às empresas e ao sistema ferroviário do país, mas garantiu que “não será necessário impor essas medidas à população”. No entanto, e assim como tem feito nos últimos dias, o chefe do governo húngaro recomendou à população que “durante o período crítico entre 17h e 22h, tentem moderar ou reprogramar seu consumo de eletricidade de acordo com suas possibilidades”.
No entanto, a situação é crítica. “Estamos enfrentando uma crise energética, uma crise talvez sem precedentes, com consequências terrivelmente graves, com dados, tanto sobre o nível da água do Danúbio quanto sobre as temperaturas, que nunca antes haviam sido observados”, alertou o primeiro-ministro, que previu que Paks poderia permanecer desativada por mais de um mês.
Essa crise se espalhou, em maior ou menor grau, pelos países por onde o rio passa. Na Romênia, por exemplo, foi necessária até mesmo uma detonação controlada no rio Bala para aumentar a vazão e, assim, garantir o funcionamento da usina nuclear de Cernavoda.
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