Alberto Paredes - Europa Press
BARCELONA, 17 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Cultura, Ernest Urtasun, recusou-se nesta sexta-feira a alterar o cronograma de desativação das usinas nucleares e garantiu que este “deve ser cumprido integralmente”, após o parecer favorável, com condições, do Conselho de Segurança Nuclear (CSN) sobre a prorrogação até 2030 da autorização de operação da usina nuclear de Almaraz (Cáceres).
“É um compromisso do Governo, que, além disso, está assinado no acordo de coalizão entre o PSOE e o Sumar”, afirmou após apresentar o programa da Espanha como convidada de honra na Bienal do Livro de São Paulo (Brasil), lembrando que o cronograma prevê o fechamento de Almaraz 1 em 2027 e de Almaraz 2 em 2028.
Urtasun garantiu que o descumprimento do cronograma de fechamento das usinas nucleares teria duas consequências negativas: colocar “em risco o modelo energético bem-sucedido” de implantação das energias renováveis, que tem como meta atingir 80% de produção renovável em 2030.
Ele também afirmou que isso seria negativo porque “no futuro, implicaria ter que socorrê-las com dinheiro público e resgatar atividades privadas do oligopólio energético”.
Por isso, Urtasun solicitou à terceira vice-presidente e ministra da Transição Energética, Sara Aegesen, que o cronograma de desativação das usinas nucleares seja mantido e que isso exija “firmeza” nessa questão.
Ele destacou que o relatório do CSN afirma que “tecnicamente é possível prorrogar”, mas ressaltou que a decisão cabe ao governo e que este deve se manter firme na implantação das energias renováveis e no cronograma de desativação de Almaraz.
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