Publicado 19/03/2026 06:14

Urtasun afirma que não liderará o novo Sumar e pede que se evite o "jogo de descartes e confirmações" em relação ao candidato

O ministro da Cultura, Ernest Urtasun, durante a apresentação do livro “Apuntes para un inventario de Carmen Martín Gaite” no Círculo de Bellas Artes, em 2 de março de 2026, em Madri (Espanha).
Gabriel Luengas - Europa Press

MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Cultura, Ernest Urtasun, insistiu que não pretende liderar a nova aliança dos partidos da Sumar e que seu papel será apoiar o futuro candidato, embora também tenha pedido que não se caia no “jogo de confirmações e descartes” sobre a futura figura de referência para as próximas eleições gerais.

“Não seria muito responsável da nossa parte entrar agora num jogo de descartes e confirmações, embora eu compreenda perfeitamente o interesse que isso gera”, enfatizou em declarações à ‘TVE’, divulgadas pela Europa Press.

À pergunta se ele aspiraria liderar uma candidatura do Sumar, IU, Más Madrid e Comuns, Urtasun reiterou que já se pronunciou “muitas vezes” a respeito e reafirmou que sua função será estar “ao lado do candidato ou da candidata” que todos escolherem para as eleições de 2027. Ou seja, ele recusou ser a figura de referência eleitoral dessa futura coalizão.

A "DANÇA" DE NOMES NÃO FAZ BEM AO ELECTORADO

O porta-voz do Sumar também transmitiu tranquilidade quanto à escolha do sucessor da segunda vice-presidente, Yolanda Díaz, que já confirmou que não se recandidatará às eleições gerais, pois afirmou que seu espaço político conta com “muitas pessoas capazes de desempenhar bem a função”. Consequentemente, alertou que o “jogo de confirmações e descartes não faz bem algum ao nosso eleitorado”.

O Sumar acrescentou que os partidos do Sumar presentes no Governo estão empenhados num “processo organizativo” para mobilizar a esquerda com o objetivo de “conquistar uma década progressista para o país”, como deixaram claro no evento conjunto que protagonizaram no passado dia 21 de fevereiro.

“Nossa ação no governo é absolutamente fundamental, mas, ao mesmo tempo, também o é a construção desse movimento político, o reforço desse espaço político que é absolutamente indispensável para que continue a existir uma maioria de esquerda em nosso país”, concluiu.

Nesta quarta-feira, o ministro dos Direitos Sociais, Pablo Bustinduy, voltou a descartar-se como candidato eleitoral, assegurou que os partidos não lhe fizeram qualquer pedido formal a esse respeito e expôs que já disse muitas vezes que sua função não é liderar a futura candidatura.

Além disso, o espaço atravessa um momento de agitação depois que o coordenador federal da IU, Antonio Maíllo, pediu para acelerar a escolha do candidato para as eleições gerais, enquanto o restante de seus aliados opta pela prudência e por agir com calma para não prejudicar os candidatos.

Da mesma forma, um setor da IU expressou seu descontentamento pelo fato de o foco voltar a estar em questões internas, como a indicação de candidatos, algo que consideram bastante inoportuno no atual momento político.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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