Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
Alerta as empresas de energia que o governo irá monitorar suas “margens” de lucro caso tentem vender energia a preços mais elevados MADRID 5 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Cultura e porta-voz do Sumar, Ernest Urtasun, garantiu que as declarações da Casa Branca sobre uma suposta cooperação militar da Espanha na guerra do Irã tentam “semeia discórdia” e “desacreditar” a posição do governo, que rejeitou os ataques norte-americanos e negou o uso das bases de Rota e Morón para realizá-los.
Em entrevista ao programa “La hora de la 1”, divulgada pela Europa Press, Urtasun lembrou que ambas as bases “não serão utilizadas” porque os acordos assinados com os Estados Unidos proíbem isso, por se tratar de “operações ilegais”. Nesse sentido, afirmou estar “acostumado” a que o governo liderado por Donald Trump “diga coisas que depois não correspondem à verdade”.
Ele também condenou “sem paliativos” o ataque norte-americano e israelense a uma escola no sul do Irã poucas horas após o início do conflito e destacou sua oposição ao regime dos aiatolás durante os nove anos em que foi eurodeputado, nos quais tentou controlar “o arsenal nuclear” e o “avanço” em direitos humanos por meio do “diálogo” com a União Europeia.
Nesta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, negou “categoricamente” as declarações da porta-voz americana que sugeriam uma mudança da Espanha em sua recusa em colaborar com os EUA nas operações militares no Oriente Médio e garantiu — poucas horas depois — que a posição do Executivo não havia mudado “nem um comá”.
Urtasun garantiu que o governo está “tranquilo” após as ameaças de Trump de cessar as relações comerciais com a Espanha, embora “preparado” para projetar um novo “escudo social” que enfrente um possível “golpe econômico” por parte dos EUA. E enfatizou a defesa que a União Europeia fez da soberania espanhola e comunitária, porque a “política comercial” está “nas mãos da Comissão Europeia”. O PP “DA GUERRA”
O ministro mostrou sua “preocupação” com o fato de o presidente nacional do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, estar “trazendo de volta o PP da guerra”. E alertou que o “aterroriza” ver os “populares” e o Vox “embarcados na defesa” de um ataque “ilegal”.
Além disso, atacou os “patriotas” do Vox por quererem vê-los “a curvar-se perante Trump”. Por último, pediu “lealdade” à oposição para com os cidadãos, para com o “direito internacional” e para com o Governo quando este “tenta defender” a sua soberania “face às ameaças” dos EUA.
VIGILÂNCIA DAS EMPRESAS DE ENERGIA Após o fechamento do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, o ministro da Cultura advertiu as empresas de energia que o governo vigiará suas “margens” de lucro caso tentem vender mais caro a energia que compraram “a preços de mais de um ano atrás”.
Ele também aproveitou para exigir ao PSOE a prorrogação automática de todos os contratos de aluguel para evitar aumentos diante do aumento do custo de vida que pode acarretar a crise energética provocada pela guerra no Golfo Pérsico.
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