Publicado 21/08/2025 00:56

Uribe, após sua libertação, promete "vencer tranquilamente" as eleições de 2026 na Colômbia

Archivo - Arquivo - 23 de novembro de 2023, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia: O ex-presidente da Colômbia Alvaro Uribe Velez (2002-2010) fala durante uma coletiva de imprensa após uma reunião com o presidente da Colômbia Gustavo Petro para discutir a reform
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros - Arquivo

MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, garantiu na quarta-feira que "venceremos com tranquilidade" as eleições de 2026, durante seu primeiro ato público depois que um tribunal suspendeu a prisão domiciliar que ele cumpria desde o início de agosto, quando foi considerado culpado de subornar testemunhas e fraude processual.

"Vamos vencer pacificamente (...) Não vamos dizer 'fora', vamos dizer 'democracia dentro'", disse ele em resposta aos apoiadores que gritavam "fora Petro", em referência ao atual presidente colombiano.

O ex-presidente de 73 anos comemorou sua libertação reunindo partidários de sua figura e de seu partido, o Centro Democrático, em Sabatena, cidade próxima a Medellín, onde estava acompanhado por guarda-costas, embora tenha caminhado entre os presentes, que o aguardavam com bandeiras e slogans de apoio.

O líder conservador também confirmou em sua conta na rede social X que recebeu "o bilhete da liberdade", reiterando que "cada minuto de minha liberdade dedicarei à luta pela liberdade da Colômbia".

O Tribunal Superior de Bogotá ordenou sua libertação imediata na terça-feira, revogando a prisão domiciliar imposta a Uribe "até que (...) este tribunal decida sobre o recurso apresentado contra essa decisão de primeira instância".

Além da sentença de 12 anos de prisão domiciliar, Uribe foi condenado à inabilitação por mais oito anos e a uma multa de mais de 3,444 milhões de pesos, equivalente a 2.420 salários mínimos (cerca de 720.700 euros).

A juíza Sandra Heredia considera que o ex-presidente, que sempre negou os fatos, alegando ser vítima de perseguição política, instigou emissários a manipular testemunhas nas prisões do país para se beneficiar de seus depoimentos. De acordo com a investigação, o advogado Diego Cadena teria tentado oferecer benefícios a vários ex-paramilitares para que mudassem sua versão sobre os supostos vínculos entre o ex-presidente e seu irmão, Santiago Uribe, e o paramilitarismo.

O caso começou em 2012, quando Uribe denunciou o senador Iván Cepeda, alegando que ele havia viajado pelas prisões do país para apresentar falsos testemunhos contra ele sobre o aumento do paramilitarismo na região de Antioquia.

No entanto, após a produção de provas, várias versões indicaram que os advogados do ex-presidente procuraram manipular as testemunhas para apontar o dedo para Cepeda, de modo que este último passou de acusado a vítima, em contraste com Uribe, o autor, que se tornou réu sob investigação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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